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Modelo cívico-militar é aprovado em 17 escolas da região e rejeitado em duas

Modelo cívico-militar é aprovado em 17 escolas da região e rejeitado em duas

Por: Da Redação
03/11/2020 às 17h23 Atualizada em 03/11/2020 às 20h23
Modelo cívico-militar é aprovado em 17 escolas da região e rejeitado em duas

Governo do estado realizou na semana passada uma consulta pública para saber a opinião da comunidade escolar sobre o novo modelo

 

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Após anunciar a adesão do Paraná à implantação de escolas cívico-militares, o governo do estado realizou na semana passada uma consulta pública para saber a opinião da comunidade escolar sobre a mudança no modelo de ensino praticado nestas instituições. Na região, pais e alunos foram favoráveis ao novo sistema em 17 instituições, já em outras duas a ideia foi reprovada.

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No Norte Pioneiro, em cinco escolas do Núcleo Regional de Educação de Cornélio Procópio a aceitação pela introdução do novo modelo foi bem aceita por aqueles que participaram da votação. Assim, devem se tornar colégios cívico-militares as o Colégio Estadual Milon Medeiros, em Bandeirantes, o Colégio Estadual Seugling e Colégio Estadual Monteiro Lobato, ambas em Cornélio Procópio, o Colégio Estadual João XXIII em São Jerônimo da Serra e o Colégio João Turin em São Sebastião da Amoreira.

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Já no Núcleo Regional de Jacarezinho, o novo modelo foi aprovado pelos pais que votaram na Escola Estadual José Pavan, em Jacarezinho, no Colégio Estadual Angelina Ricci, em Cambará, na Escola Estadual Hercília de Paula e Silva, em Carlópolis, na Escola Estadual Dr. João da Rocha Chueiri, em Ribeirão Claro, na Escola Estadual Merinez Corrêa, em Ribeirão do Pinhal e no Colégio Estadual Dona Moralina Eleutério em Santo Antônio da Platina.

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No núcleo Regional de Ibaiti, a ideia foi aceita no Colégio Estadual Júlio Farah, em Ibaiti, e no Colégio Estadual Segismundo Antunes Netto em Siqueira Campos.

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Na região dos Campos gerais, o modelo também foi aprovado em duas escolas que fazem parte do Núcleo Regional de Educação de Wenceslau Braz. Em Arapoti, os pais foram a favor de que a proposta seja implementada ao Colégio Estadual João Paulo II. Já em Jaguariaíva, duas escolas devem passar para o novo modelo, sendo o Colégio Estadual Anita Canet e o Colégio Estadual Olavo Bilac.

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Apesar de na região e em todo o estado o percentual de adesão da comunidade escolar tenha sido alto, algumas instituições tiveram o modelo rejeitado e a decisão de manutenção do modelo tradicional que já vem sendo praticado. No Norte Pioneiro, o modelo cívico-militar foi rejeitado no Colégio Anésio de Almeida Leite, em Jacarezinho, e no Colégio Estadual Antônio Martins de Mello em Ibaiti. Até a tarde desta terça-feira (3), não havia sido divulgado o resultado da votação no Colégio Estadual Edith de Souza Prado de Oliveira.

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Panorama

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A consulta pública foi realizada em um total de 216 instituições de diversos municípios do estado durante a terça-feira (27) e a sexta-feira (30). De acordo com a Secretaria da Educação e do Esporte do Paraná (SEED), até o final da tarde da sexta-feira o modelo havia sido aprovado em 176 instituições de ensino e rejeitado em apenas 21.

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Ainda segundo a SEED, em 19 escolas a consulta pública continua até às 20h00 desta quarta-feira (4), visto que estes locais não haviam atingido o quórum mínimo de votantes, isto é, 50% + 1 para favorável ou contrários a proposta. Até o último levantamento realizado pela secretaria, mais de 72 mil pessoas já haviam participado da votação.

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Encerradas as votações, o modelo cívico-militar passa a ser implantado nas escolas que aprovaram o novo sistema em fevereiro de 2021, juntamente com o início do calendário escolar. Segundo informações do governo estadual, estas escolas devem receber um investimento na casa dos R$ 80 milhões, o que deve beneficiar cerca de 129 mil alunos.

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Dentre um dos principais diferenciais apontados pelo governo em relação ao modelo cívico-militar é que os alunos terão mais acesso e aulas extras nas áreas de português, matemática e civismo.

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Protesto

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Na semana passada a APP-Sindicato, órgão que representa os professores, chegou a ingressão uma ação na Justiça a fim de barrar a consulta pública. O sindicato enxerga o processo como irregular devido a não serem respeitados os prazos definidos pela Assembleia Legislativa do Paraná que previa referendos realizados em um prazo de 30 dias. O órgão ainda alega que a consulta foi anunciada na segunda-feira (26) e realizada já no dia seguinte. Na sexta-feira, servidores chegaram a ocupar o prédio da secretaria de Educação para protestar contra a medida e também contra o processo para contratação de professores temporários.