
O mistério das sementes chinesas que tem chegado ao Brasil ainda intriga as autoridades que mantém o sinal de alerta ligado. Isso porque o número de casos e regiões que tem recebido essas embalagens vem aumentando no Paraná e, segundo a última atualização divulgada pela Adapar (Agência de Defesa Agropecuária), um morador de Jacarezinho, no Norte Pioneiro, já recebeu as sementes.
De acordo com a Agência, desde que os primeiros envelopes começaram a chegar ao estado a Adapar já coletou 34 pacotes com as sementes misteriosas. Além de Jacarezinho, em todo estado já foram registrados casos em Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Campo Mourão, Guarapuava, Paranavaí, Marechal Cândido Rondon, Cascavel, Maringá, Londrina, Fazenda Rio Grande, Mauá da Serra, Ponta Grossa, União da Vitória, Pato Branco, Icaraíma, Iporã, Marmeleiro, Rolândia e Palmeira. Em todo o país, apenas os estados do Maranhão e Amazonas não receberam os pacotes.
A situação atípica tem gerado preocupação aos especialistas que alertam que as sementes podem representar sérios riscos para economia paranaense, uma vez que quando germinadas estas podem trazer pragas ou promover o desequilíbrio natural do ecossistema local, o que representaria um impacto direto na agricultura do estado. Outro fator que tem intrigado muita gente é que os envelopes tem sido recebido sem que os destinatários tenham feito qualquer tipo de solicitação ou pedido das sementes.
“Há sim uma preocupação, pois estas sementes representam um risco para nossa economia uma vez que podem trazer pragas, doenças e até mesmo plantas daninhas que não existem aqui no Brasil. São fatores que podem causar prejuízos tanto para a agricultura quanto ao meio ambiente”, alerta o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezente Young Blood.
Na última segunda-feira (05), foi divulgado pelo Ministério da Agricultura que as análises identificaram a presença de ácaros, fungos e bactérias de possíveis pragas. Foram analisados um total de 258 amostras coletadas em diversas regiões do Brasil.
A orientação a toda população é de não plantar as sementes e enviá-las para Adapar que irá encaminhar os pacotes para o Ministério da Agricultura responsável por encaminhar as sementes para realização de análises no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia.
Redação com Agências.