Publicidade

Universidades estaduais recebem recursos para pesquisas da Covid-19

Universidades estaduais recebem recursos para pesquisas da Covid-19

Por: Da Redação
31/08/2020 às 17h52 Atualizada em 31/08/2020 às 20h52
Universidades estaduais recebem recursos para pesquisas da Covid-19

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foram contempladas com recursos do Governo Federal para apoiar o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à Covid-19.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

O edital de financiamento foi aberto pelos Ministérios da Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovações e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o objetivo de estimular soluções para a doença pandêmica em diferentes linhas de pesquisa.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A UEL foi contemplada com R$ 931,4 mil para desenvolver pesquisas na área de diagnóstico. Já a UEM vai receber R$ 332,41 mil para auxiliar as pesquisas relacionadas ao enfrentamento da Covid-19 e suas consequências em pacientes.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A professora do Departamento de Microbiologia, do Centro de Ciências Biológicas da UEL, Sueli Fumie Yamada Ogatta, desenvolve pesquisas em diagnóstico, baseadas na identificação de agentes causadores de infecções microbianas e é a coordenadora geral do projeto, que foi aprovado.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Com o desenvolvimento do novo projeto, os estudos se ampliaram para diagnóstico de vírus causadores de infecções respiratórias graves, com foco na detecção tanto do agente quanto nos anticorpos produzidos pela pessoa infectada.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Uma das vantagens da pesquisa da UEL, segundo a professora Sueli, é a redução dos custos nos insumos, que pode fazer um teste para Covid-19 ficar aproximadamente 60% mais barato.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

AVANÇO CIENTÍFICO

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

O projeto da UEL envolve 27 pesquisadores, além de estudantes de graduação e pós-graduação, de diferentes áreas. São três as abordagens previstas. A primeira gira em torno da identificação do vírus através da amplificação de RNA (material genético do vírus). Os testes comerciais utilizam uma sonda (que é complementar ao alvo amplificado) entre outros reagentes, o modelo da UEL não utilizará este componente.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Além disso, no mesmo teste serão pesquisados outros vírus responsáveis por infecções respiratórias graves, como por exemplo, o vírus influenza causador da gripe.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

ANTICORPOS

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Outra metodologia consiste no diagnóstico imunológico utilizando anticorpos purificados em ovos de galinha. Os pesquisadores inoculam uma proteína do vírus na ave e depois purificam o anticorpo a partir da gema do ovo. Este anticorpo (IgY) pode ser empregado para detectar o vírus ou o anticorpo da doença.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A terceira abordagem diagnóstica é de natureza química e baseada em impressão molecular de polímeros biomiméticos. Segundo o professor do Departamento de Química da UEL, Cesar Ricardo Teixeira Tarley trata-se de empregar um polímero sintetizado na presença do vírus inativado.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A polimerização resulta em cavidades nas quais o vírus se encaixa, possibilitando confirmar sua presença em uma amostra de saliva com maior seletividade, por uma reação colorimétrica ou por meio de medidas eletroquímicas. Outra vantagem deste modelo é a rapidez, o resultado é tão rápido quanto um teste de gravidez de farmácia.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

PACIENTES

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

O projeto da UEM pretende realizar o acompanhamento de pacientes após alta hospitalar para avaliar as sequelas e consequências da Covid-19, a longo prazo. A proposta acontece em parceria com a Duke University (EUA) e Secretaria de Saúde do Paraná.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A aprovação do projeto possibilitará avanços na pesquisa, com as parcerias estabelecidas. “A Secretaria de Saúde disponibilizará os dados do Estado para a captação dos participantes.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A parceria com a universidade americana vai potencializar a internacionalização, incentivar a mobilidade acadêmica e institucional, estimular o desenvolvimento de pesquisas em conjunto das duas universidades; e ampliar a divulgação científica dos dados”, explica a coordenadora do projeto e professora da UEM, Maria Aparecida Salci.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

"Esperamos trazer resultados importantes para a sociedade e para a ciência, além de respaldo para direcionamentos de políticas públicas no que compreende as sequelas e consequências que a Covid-19 acarreta a longo prazo para as pessoas que desenvolveram a forma grave da doença. Com o projeto criamos também a possibilidade de acompanhamento clínico e de cuidado para as pessoas que tiveram a Covid-19”, conclui Maria Aparecida.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Via: AEN.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade