
Após repercutir negativamente a decisão de convocar os professores da rede municipal, pra que retornassem ao trabalho, o prefeito de Wenceslau Braz - Paulo Leonar Ferreira Amador (PDT), voltou atrás e retirou a convocação, dispensando novamente os profissionais.
A decisão do prefeito, segundo o vereador Luiz Alberto Antônio (PSDB), foi contra seu próprio decreto que proibiu a aglomeração de alunos e profissionais da rede municipal de ensino. “É estranha essa decisão, pois os professores estavam tendo obrigação de estarem presentes fisicamente nas escolas sem nenhum aluno sequer”, comentou o vereador em sessão ordinária da câmara.
“É estranha essa decisão, pois os professores estavam tendo obrigação de estarem presentes fisicamente nas escolas sem nenhum aluno sequer”
Os professores, que após o decreto passaram a lecionar aulas pela internet, também questionaram a decisão e alegaram que não descumpriram a ordem, mas também não viam sentido na determinação, já que tal medida não fazia diferença no atual método de aula. “O que mais queremos é que tudo volte ao normal, porém não vemos sentido nessa medida, pois nós professores só estávamos nos aglomerando nas secretarias das escolas sem nenhum aluno sequer”, desabafou uma professora que prefere não se identificar.
“O que mais queremos é que tudo volte ao normal, porém não vemos sentido nessa medida, pois nós professores só estávamos nos aglomerando nas secretarias das escolas sem nenhum aluno sequer”
A reportagem procurou o prefeito que esclareceu que a decisão de início de convocar o quadro de professores era uma determinação da própria secretaria, que preocupada com as horas atividades do profissional, atuou desta maneira. “Nossa preocupação era não deixar cair a qualidade do ensino municipal que vem sendo elogiada por pais e alunos”, afirmou Paulo.
Com relação a voltar atrás da decisão o prefeito apontou uma deliberação do Comitê Municipal de Educação, integrado por profissionais da área, que convenceu o executivo que as atividades remotas contam como horas atividades aos funcionários e o ensino não seria prejudicado. “Fomos convencidos que não havia desta forma, necessidade de os professores estarem nas escolas”, pontuou.
“Nossa preocupação era não deixar cair a qualidade do ensino municipal que vem sendo elogiada por pais e alunos”
Sobre a desavença com o ex-secretário Juliano Rodrigues Monteiro, Paulo afirmou que partiu de Juliano a decisão de pedir a exoneração do seu cargo e que esta decisão foi antes da convocação dos professores. “Juliano pediu exoneraçãoo antes disso. Ficou chateado porque eu queria pagar 100% da verba da merenda escolar para produtores familiares e ele queria pagar apenas 30%. Por essa divergência pontual ele entendeu melhor pedir exoneração na frente dos membros da Associação de Produtores Familiares”, esclareceu.
Segundo o prefeito não houve aglomeração nas escolas.