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A obesidade, tão grave quanto a Dengue e o Coronavírus

A obesidade, tão grave quanto a Dengue e o Coronavírus

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07/03/2020 às 21h48 Atualizada em 08/03/2020 às 00h48
A obesidade, tão grave quanto a Dengue e o Coronavírus

Existem atualmente grandes preocupações nacionais e mundiais com relação a epidemias, dando como exemplos respectivamente a Dengue e o COVID-19 (novo Coronavírus). Porém não podemos em momento algum nos esquecer de um problema de saúde que aflige praticamente todos os países do mundo e é fator que contribui a cada dia com milhares de mortes, sem nossa percepção, a obesidade.

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A obesidade é conhecidamente fator de risco para doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, doenças que estão entre as dez maiores causas de morte no mundo, sendo a doença cardíaca isquêmica/infarto do miocárdio a maior delas. Além das doenças citadas, a obesidade pode estar relacionada com o agravo de processos infecciosos, degeneração articular mais precoce e mais severa e até transtornos mentais como a depressão.

A obesidade é conhecidamente fator de risco para doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, doenças que estão entre as dez maiores causas de morte no mundo

Mas por que é tão difícil tomar uma providência contra este mal?

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É importante ressaltar que alguns casos de obesidade podem ter como causa base outras doenças crônicas não tratadas ou até mesmo o uso de alguns medicamentos, mas certamente a maioria dos casos está associada aos hábitos de vida, que apresentam extrema dificuldade de serem mudados e dependem muito do esforço de cada um. Não há um comprimido milagroso que permita o emagrecimento saudável e duradouro. Os tratamentos mais eficazes geralmente são multidisciplinares e incluem médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, entre outros, mas contam com um personagem central para dar certo, que é a pessoa que deseja perder peso. É muito difícil mudarmos nossos hábitos alimentares, iniciar uma atividade física para que não tenha costume ou voltar à atividade física após uma lesão, mas como citado acima, existem vários profissionais especializados para ajudar.

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Cabe uma reflexão. Somos racionais, conseguimos suprimir instintos, conseguimos tolerar vontades, conseguimos avaliar o que é melhor para nossa saúde e, principalmente, somos capazes de transformar nossos hábitos.

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Dr. Bráulio César Pereira

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Graduação de médico pela UFPR em 1999.

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Especialista em diagnóstico por imagem com atuação exclusiva em ultrassonografia geral.

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Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia.