
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Um homem de 32 anos foi preso preventivamente nesta sexta-feira (28), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, investigado por estuprar a própria sobrinha, uma menina de 11 anos, durante cerca de quatro meses. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os abusos teriam acontecido dentro da residência da família.
O caso é investigado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa. O inquérito foi instaurado em junho deste ano, após o registro de um boletim de ocorrência.
Conforme as investigações, os abusos teriam ocorrido entre setembro e dezembro de 2025. Na época, o homem mantinha um relacionamento com a tia da vítima e os dois administravam uma lanchonete anexa à residência onde a família vivia.
Segundo a PCPR, o investigado teria se aproveitado justamente dos momentos em que ficava sozinho com a menina para cometer os abusos. A investigação aponta que ele teria tocado as partes íntimas da criança.
O caso ganhou novos desdobramentos depois que a tia da menina terminou o relacionamento com o investigado.
De acordo com a Polícia Civil, após a separação, o homem teria começado a perseguir e ameaçar a ex-companheira e familiares da criança.
Diante dos elementos reunidos durante o inquérito e do possível risco à integridade da vítima e das testemunhas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi aceito pela Justiça.
O homem foi preso nesta sexta-feira, no mesmo dia em que havia sido intimado a comparecer à sede do Nucria de Ponta Grossa.
Durante o procedimento, a defesa do investigado solicitou habilitação nos autos.
A Polícia Civil revelou ainda que o homem já responde a outra ação penal em Ponta Grossa pela prática do mesmo crime.
Após a prisão, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
A investigação segue em andamento. Por se tratar de um caso envolvendo uma criança vítima de possível violência sexual, informações que possam permitir sua identificação são preservadas.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. A eventual responsabilidade criminal do investigado será definida pelo Poder Judiciário.
Com informações de D'Ponta News.