
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Um jovem de 23 anos é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por suspeita de abordar crianças pelas redes sociais e pedir que elas enviassem fotos nuas. O caso aconteceu em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e, até o momento, duas vítimas, de apenas 8 e 9 anos, foram identificadas.
De acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, chefe do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o suspeito utilizava as redes sociais para entrar em contato com as crianças e tentava induzi-las a trocar imagens de conteúdo sexual.
A investigação começou depois que os próprios pais encontraram as mensagens nas redes sociais dos filhos e o caso chegou ao conhecimento das autoridades.
A identidade do investigado não foi divulgada. Ele responde ao inquérito em liberdade.
Na terça-feira (25), policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do jovem, localizada na Vila Jardim Paraíso, região de Uvaranas.
A medida faz parte das investigações para descobrir se existem outras possíveis vítimas e se o suspeito pode ter cometido outros crimes relacionados à exploração sexual de crianças no ambiente digital.
Durante a ação, um aparelho celular foi apreendido e encaminhado para análise pericial. Conforme a Polícia Civil, a investigação busca verificar se o dispositivo contém fotografias ou outros arquivos envolvendo nudez de crianças, situação que poderá resultar na apuração de outros crimes.
Segundo a delegada responsável pelo caso, durante o interrogatório o jovem confessou ter solicitado as imagens às crianças. Diante dos elementos reunidos, ele deverá ser indiciado pelo crime de aliciamento de crianças para fins libidinosos.
O caso também acende um alerta sobre o contato de crianças com desconhecidos por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos e outras plataformas digitais.
A delegada Ana Paula Cunha Carvalho reforçou a importância de pais e responsáveis acompanharem a atividade dos filhos na internet, especialmente diante de conversas ou aproximações suspeitas.
“A Polícia Civil reforça que atua com extremo rigor em todos os casos que envolvem crimes cometidos pela internet contra crianças e adolescentes”, destacou.
A orientação é para que as famílias mantenham diálogo aberto com crianças e adolescentes sobre os riscos existentes no ambiente virtual e procurem imediatamente as autoridades caso identifiquem abordagens de caráter sexual ou qualquer comportamento suspeito.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece, no artigo 241-D, pena de três a cinco anos de reclusão, além de multa, para quem alicia, assedia, instiga ou constrange, por qualquer meio, uma pessoa menor de 14 anos com a finalidade de praticar ato libidinoso.
A legislação também prevê punição para quem induz menores de 14 anos a acessar conteúdos com nudez ou sexo explícito com finalidade libidinosa ou busca fazê-los se exibir sexualmente.
A pena pode ser aumentada em determinadas circunstâncias previstas em lei, incluindo situações em que o autor utiliza recursos digitais para ocultar a própria identidade ou idade, perfis falsos, ferramentas de anonimização ou determinados meios tecnológicos durante a abordagem.
O celular apreendido continuará sendo analisado pela perícia, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a extensão das condutas e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Com informações de G1 Paraná.