
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
As últimas quatro semanas foram marcadas por uma sequência de crimes violentos e tragédias que deixaram moradores do Norte Pioneiro e dos Campos Gerais em estado de alerta. Entre os dias 10 de junho e 5 de julho, homicídios, feminicídios, espancamentos, ataques com facão, violência doméstica e acidentes fatais se sucederam em diferentes municípios, mobilizando diariamente equipes policiais e de socorro.
A série de casos começou em 10 de junho, quando o pequeno Ravi Yosef de Carvalho Rogenski, de apenas dois anos, morreu atropelado por um caminhão em Wenceslau Braz. Cinco dias depois, em 15 de junho, um idoso e outro homem foram brutalmente espancados durante uma invasão a uma residência em Assaí. Na mesma data, uma mulher foi assassinada a facadas pelo companheiro no distrito de Marques dos Reis, em Jacarezinho.
Nos dias seguintes, os episódios continuaram. Em 16 de junho, um morador de Assaí escapou de um ataque com facão usando uma lavadora de alta pressão para se defender. No dia 17, um homem foi preso em Siqueira Campos após arrancar parte da orelha do enteado com uma mordida. Já no dia 19, o corpo de uma mulher foi encontrado no Parque Linear de Jaguariaíva.
A violência também marcou os dias 20 e 21 de junho. Em Uraí, um homem foi espancado pelo próprio compadre, enquanto em Arapoti duas mulheres e uma criança, sendo mãe, esposa e filha do próprio suspeito, foram agredidas dentro de casa. No dia 23, Wenceslau Braz registrou uma tentativa de suicídio com disparos de arma de fogo, onde um homem efetuou três disparos na própria cabeça, enquanto Cornélio Procópio foi palco do assassinato por estrangulamento de um morador em situação de rua.
Arapoti viveu uma sequência de ocorrências graves. Em 25 de junho, Elielton Júnior Fagundes, conhecido como Kaká, foi morto a tiros após uma discussão de trânsito. Na mesma madrugada, um jovem de 24 anos foi atacado com golpes de facão. Dois dias depois, em 27 de junho, um homem foi preso após atirar contra a esposa na frente da filha de oito anos. No mesmo dia, em Nova Santa Bárbara, outro homem tentou enforcar a companheira enquanto ela dormia.
O dia 29 de junho concentrou diversos casos de extrema violência. Em Congonhinhas, uma mulher foi espancada até desmaiar pelo ex-companheiro. Em Cornélio Procópio, uma gestante foi agredida com pauladas e tijoladas. Em Bandeirantes, uma mulher teve o corpo incendiado pelo companheiro após pintar as unhas de vermelho. Na mesma noite, em Wenceslau Braz, um idoso sofreu um espancamento brutal e ficou em estado grave.
No dia 30 de junho, Congonhinhas voltou ao noticiário com novas ocorrências de violência doméstica, incluindo ameaças de morte, cárcere privado e descumprimento de medidas protetivas. Já em 1º e 2 de julho, Andirá e Ribeirão do Pinhal registraram prisões por tentativas de feminicídio, agressões, tortura, cárcere privado e violência contra mulheres. Ainda em Ribeirão do Pinhal, uma mulher foi presa após invadir uma escola e agredir um estudante de 13 anos.
A sequência continuou com novos crimes no início de julho. Em 3 de julho, uma mulher foi assassinada a facadas em Jaguariaíva, em um caso investigado como feminicídio. No dia 4, um indígena de 29 anos foi morto a tiros em São Jerônimo da Serra. Já em 5 de julho, São José da Boa Vista viveu momentos de terror quando um homem armado com um facão perseguiu a ex-companheira, feriu gravemente duas pessoas, fez uma mulher refém e espalhou pânico pelas ruas antes de ser preso. Na mesma noite, outro homem foi violentamente espancado na praça central da cidade.