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Pindorama e Ouro Negro: Jogadores de Siqueira Campos que fizeram história

Pindorama e Ouro Negro: Jogadores de Siqueira Campos que fizeram história

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15/06/2018 às 14h11 Atualizada em 15/06/2018 às 17h11
Pindorama e Ouro Negro: Jogadores de Siqueira Campos que fizeram história

Futebol! Três sílabas que conseguem descrever em uma palavra a paixão de grande parte dos brasileiros. No clima da Copa do Mundo Rússia 2018, a Folha Extra foi atrás de resgatar a história do futebol do Norte Pioneiro. Aliás, que história.

Muitos não sabem, mas times de cidades como Jacarezinho, Santo Antônio da Platina, Cambará, Siqueira Campos e Wenceslau Braz já tiveram grande expressão no cenário estadual e nacional.

Mesmo com o passar dos anos e as mudanças no mundo do futebol, o amor pelas equipes ainda corre pelas veias de muitos torcedores fanáticos e jogadores que viveram este tempo de glórias. Neste especial, eles irão relembrar um pouco destas histórias emocionantes.

 

Capítulo 1 - Ouro Negro e Pindorama

A viagem no tempo começa pelo município de Siqueira Campos com dois times conhecidos nos torneios regionais: o Ouro Negro Futebol Clube e a Associação Atlética Pindorama Siqueirense.

Das minas para os gramados, o Ouro Negro tem suas origens ligadas ao extinto bairro da Ulha, zona rural de Siqueira Campos. A comunidade era formada por trabalhadores das minas de carvão, daí o nome da equipe. Com o fim da exploração mineral e extinção da vila, o time migrou para o bairro Barbosas e se fortaleceu, onde manda seus jogos até hoje. (Assita ao vídeo)

Gabriel Teodoso, 76 anos, foi jogador da equipe por mais de 30 anos nas posições de centro avante, meio campo e lateral. Ele contou um pouco das lembranças que ainda mexem com suas emoções.

 

“A gente sempre disputava as preliminares contra o Pindorama, Ferroviário em Wenceslau, o time da usina do Costa Júnior e outras equipes da região. Era um time bom. Tinha o Hermógenes (Mogeno) que era o goleiro que tirava a bola de cabeça e os adversários ficavam bravos com ele”, relembra sorridente.

 

A história do clube é tão interessante que o elenco chegou a contar com um jogador italiano. O meio campista Luciano Ramella veio para o Brasil e, após encerrar sua carreira no futebol profissional na “Velha Bota”, disputou alguns jogos com a camisa do Ouro Negro. Ramella atuou nas décadas de 1930 e 1940 em equipes como Juventus e Lazio enfrentando potências como Milan, Roma e Atlético de Madri. De quebra, o meia chegou a defender a Seleção Italiana. É mole?

Luciano Ramella ex-Juventus, Lázio e Ouro Negro

Já a Associação Atlética Pindorama Siqueirense, foi fundada no ano de 1947 e permanece até os dias de hoje mandando seus jogos no estádio Moises Lupion. A equipe chegou a se destacar no cenário paranaense ao participar da primeira divisão do estadual três vezes nos anos de 1961, 62 e 64. Em 1967, o time foi campeão da segunda divisão e em 1997 e 1998 jogou pela terceira divisão do campeonato.

Amilton da Graça Monteiro, mais conhecido como “Miltinho”, defendeu a camisa do clube por alguns anos. Em um determinado jogo, foi escolhido para marcar ninguém mais ninguém menos do que o camisa 7 da Seleção Brasileira. Isso mesmo, como o próprio Miltinho o chamou, Garrincha o mito. (Assita ao vídeo).

 

“Na época eu estava no exército, então estava bem preparado fisicamente. Aí, me colocaram para marcar o Garrincha, um mito do futebol brasileiro. Eu pensei ‘mas essa não é minha posição, sempre joguei na frente’. Recordo como se fosse hoje que dentro do campo ele falou ‘Você é o Miltinho, um dos jogadores habilidosos da região?’ e eu disse que ia marcar ele e não ia deixar fazer graça”, relembra.

 

O "Mito" Garrincha em Siqueira Campos (Foto: Museu de Siqueira Campos)

Na próxima semana, o segundo capítulo desta viagem continua no município de Wenceslau Braz com a história da equipe do Ferroviário Esporte Clube.

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