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Will Bank deixa de operar no Brasil e pega clientes de surpresa

Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, interrompeu serviços financeiros e impactou milhões de clientes de forma imediata

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação
21/01/2026 às 14h51 Atualizada em 21/01/2026 às 15h41
Will Bank deixa de operar no Brasil e pega clientes de surpresa
Foto: Ilustrativa - Reprodução/Internet

Redação - Folha Extra

ECONOMIA - O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição financeira digital que atuava no Brasil e atendia milhões de clientes. A decisão resultou na interrupção imediata das operações do banco, afetando serviços como contas, cartões, pagamentos e investimentos, e surpreendeu usuários em diferentes regiões do país.

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O Will Bank era controlado pelo Banco Master, que já havia sido liquidado anteriormente. Após a liquidação do controlador, a instituição permaneceu sob regime especial de administração temporária, enquanto eram analisadas alternativas para sua continuidade. Com a não concretização dessas medidas, o Banco Central determinou o encerramento definitivo das atividades.

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Com a decretação da liquidação, os cartões emitidos pelo Will Bank deixaram de funcionar, e o acesso aos serviços financeiros foi limitado. O aplicativo do banco passou a operar de forma restrita, e os canais de atendimento sofreram redução de capacidade, dificultando o contato direto dos clientes com a instituição.

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Os valores mantidos pelos clientes em contas e investimentos enquadrados nas regras do Fundo Garantidor de Créditos passam a ter cobertura até o limite estabelecido por CPF ou CNPJ. O ressarcimento não ocorre de forma imediata e depende do processo de apuração conduzido pelo liquidante nomeado, que deve organizar a lista de credores e encaminhar as informações para viabilizar os pagamentos.

Durante o processo de liquidação, os recursos permanecem bloqueados até a definição dos procedimentos formais para devolução. Dívidas existentes, como faturas de cartão de crédito e contratos de crédito, continuam registradas e sujeitas às regras previstas no processo administrativo.

A liquidação também prevê a indisponibilidade dos bens de ex-administradores e controladores, conforme a legislação aplicável. O Banco Central informou que seguirá acompanhando o caso e conduzindo as etapas necessárias até a conclusão do processo.

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