
Redação - Folha Extra
SIQUEIRA CAMPOS - A Polícia Civil de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, segue investigando a morte de uma criança de quatro anos que foi atropelada na noite do último domingo (31) em uma rodovia de Salto do Itararé. Em entrevista a reportagem da Folha, o delegado Juliano Fonseca Explicou o motivo do motorista do veículo ter se apresentado a polícia, mas não ter sido preso.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, a prisão do motorista não foi aplicada pela polícia por não haver mais o estado de flagrante, visto que ele não foi detido no momento do crime. Além disso, os fatores que colaboraram para que o homem permaneça em liberdade são os fatos dele ter se apresentado espontaneamente e ter confessado o atropelamento entregando o automóvel para perícia.
Conforme as informações apuradas pela reportagem da Folha Extra, Betânia e sua mãe caminhavam as margens da rodovia Contorno Mário Bruno quando, por volta das 18h30 do domingo, foram atingidas por um automóvel de cor preta que seria um Honda Civic. Com a violência do impacto, a criança ficou gravemente ferida e chegou a ser socorrida, mas chegou sem vida ao hospital. A mãe da criança sofreu ferimentos leves.
Nesta segunda-feira (01), o homem de 31 anos que dirigia o veículo se apresentou na delegacia da Polícia Civil de Siqueira Campos acompanhado de seu advogado. Ele confessou o atropelamento e que esteve em um pesqueiro onde ingeriu bebia alcoólica. Além disso, relatou que não viu as vítimas na rodovia, pois o local não tem iluminação. O motorista também relatou que não prestou socorro com medo de ser linchado. O veículo foi apreendido e vai passar por perícia.
O delegado Juliano Fonseca ainda reforçou que, apesar do suspeito não ter sido preso, o caso será apurado com rigor da lei e o suspeito pode ser indiciado pelos crimes de homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), crime de afastar-se do loca para evitar a responsabilidade civil e criminal, além de omissão de socorro. Após o inquérito ser entregue ao Ministério Público, cabe a Justiça decidir pela liberdade ou prisão do motorista.