
Com o avanço das produções do café, e os preços elevados do produto nas prateleiras dos supermercados, todo o Estado entrou em alerta para evitar roubos de cargas de café ensacado e de café maduro nas lavouras, inclusive na região do Norte Pioneiro, onde uma tentativa de roubo já foi registrada no final do mês de abril. Embora o Paraná esteja entrando em alerta agora, este tipo de crime já vem acontecendo em outros estados que já estão avançados na fase da colheita, como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
No Paraná, a colheita do café teve início no mês passado, e, segundo as previsões, estas colheitas devem ser intensificadas a partir do próximo mês, fator que pode aguçar os atos criminosos envolvendo o furto, ou até mesmo roubo dos grãos de produtores da região e, por este motivo, o Estado entrou em alerta, pedindo aos produtores que reforcem a segurança de suas fazendas e em suas plantações.
Frente à necessidade geral do Estado em intensificar estas ações, a reportagem da Folha conversou com o presidente da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro Do Paraná (ACENPP), Jonas Aparecido da Silva, que falou sobre as estratégias de prevenção adotadas pelos produtores locais, além de afirmar que o tema é debatido com seriedade entre os membros da associação, preocupados com o que pode acontecer durante as colheitas na região.
“Sempre trabalhamos para conscientizar os produtores. Nós temos um grupo de associados de todos os municípios e estamos sempre conversando sobre a situação atual. O que podemos fazer é fechar as porteiras e fortalecer a comunicação em grupos de WhatsApp de cada município e entre vizinhos, porque não temos muito o que fazer além disso, além de contar com o apoio das autoridades policiais para rondas”, afirmou.
Jonas destacou também a importância de medidas como a fixação de placas da Patrulha Rural nas propriedades, fornecidas por prefeituras locais, e o controle rigoroso na comercialização do café. “As cooperativas e cerealistas da região devem manter uma postura firme e comprar somente com nota fiscal de produtor. Isso é essencial para impedir que criminosos consigam vender o café furtado”, destacou.
Com furtos sendo registrados em outras cidades, e em grande escala em outros estados, o presidente afirma que não é fácil para os produtores conviver com um momento desses, ainda mais para produtores das cidades de Tomazina, Pinhalão, Carlópolis e Ribeirão Claro, que são as cidades da região responsáveis pela maior produção de café da região.
“Aqui não estão acontecendo estes casos, e espero que nem aconteçam, pois nós prezamos pelo valor do trabalho dos agricultores da região. Não é fácil a gente ver uma situação dessa acontecendo”, enfatizou.
Apesar da tranquilidade que a região vive no momento, mesmo sendo a maior produtora de cafés tradicionais e especiais do Estado, uma tentativa de furto de café já foi registrada no município de Japira, ainda no final do mês de abril. Na noite do dia 28, o dono de uma propriedade no bairro Ouro Verde flagrou duas pessoas furtando café em sua propriedade. Frente ao flagrante, o homem tentou abordar os suspeitos, que fugiram para uma mata, abandonando os sacos de café que haviam furtado e também o veículo em que estavam.
Contudo, o alerta segue para todos os produtores da região e do Paraná, reforçando a importância de redobrar a segurança das fazendas e propriedades durante a colheita do café que, devido ao seu valor crescente nos mercados, tem sido alvo de criminosos por todo o Brasil, que buscam furtá-los para vender e, posteriormente, seguir praticando os atos criminosos.