
Com a morte do Papa Francisco, a Igreja Católica enfrenta o processo de escolha de um novo líder, conhecido como conclave. O Colégio Cardinalício, composto por cardeais de diversas partes do mundo, tem a responsabilidade de eleger o sucessor, que guiará a Igreja em tempos de desafios globais. Entre os principais nomes cotados para ocupar o cargo, dois cardeais brasileiros se destacam.
Um deles é o cardeal Dom Leonardo Steiner, nomeado pelo Papa Francisco em maio de 2022. Ele se tornou o primeiro cardeal da Amazônia brasileira, sendo natural de Forquilhinha, Santa Catarina. Steiner ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1976, aos 25 anos, e foi ordenado sacerdote dois anos depois. Em 2005, foi nomeado bispo pelo Papa João Paulo II e, em 2020, assumiu a arquidiocese de Manaus, após a saída de Dom Sergio Castriani. O cardeal possui formação em Filosofia e Pedagogia pela Faculdade Salesiana de Lorena, além de licenciatura e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum de Roma. Ao ser nomeado cardeal, Steiner declarou que essa escolha representava um gesto de carinho e proximidade do Papa Francisco com a região amazônica, ressaltando a importância de dar visibilidade às questões ambientais e sociais da Amazônia.

O outro cardeal brasileiro cotado é Dom Sérgio da Rocha, nascido em Dobrada, no interior de São Paulo. Ele possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, e doutorado pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Rocha teve uma longa carreira acadêmica, sendo professor de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Católica de Campinas entre 1989 e 2001. Atuou também em missões em Porto Velho, no Projeto Missionário Sul I / Norte I, e na Escola de Teologia Pastoral de São Luiz de Montes Belos. Antes de ser arcebispo de Salvador, Rocha foi arcebispo de Teresina e Brasília. Em 2021, foi nomeado membro da Congregação para os Bispos, um dos principais organismos da Cúria Romana, que supervisiona a nomeação de bispos e a criação de dioceses. No ano seguinte, foi integrado ao Conselho de Cardeais, um grupo de conselheiros que orienta o Papa em diversas questões.

Ambos os cardeais têm se destacado por sua trajetória religiosa e acadêmica, e sua possível eleição para o papado representa uma significativa presença brasileira na Igreja Católica.