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Trump volta a taxar produtos brasileiros e propõe nova tarifa de 25%

Medida foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos após investigação comercial que aponta supostas práticas desleais do Brasil; tarifa pode entrar em vigor a partir de 15 de julho

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
02/06/2026 às 10h08 Atualizada em 02/06/2026 às 11h11
Trump volta a taxar produtos brasileiros e propõe nova tarifa de 25%
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: REUTERS/Leah Millis

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar o Brasil em sua política comercial e anunciou uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A medida foi apresentada nesta segunda-feira (1º) pelo governo dos EUA e poderá entrar em vigor a partir de 15 de julho.

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A proposta é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu que algumas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam consideradas “irrazoáveis” e estariam prejudicando empresas e exportadores americanos.

Entre os pontos questionados pelos Estados Unidos estão o comércio digital, sistemas de pagamentos eletrônicos, como o Pix, questões ligadas ao desmatamento ilegal, propriedade intelectual, combate à corrupção e o acesso ao mercado de etanol.

Segundo o relatório divulgado pelo governo norte-americano, essas práticas estariam criando barreiras ao comércio dos EUA, o que justificaria a adoção de medidas corretivas, incluindo a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

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Apesar da proposta de taxação ampla, diversos itens ficaram de fora da lista. Entre as exceções estão produtos considerados estratégicos ou de difícil substituição para a economia norte-americana. Permanecem isentos da nova tarifa a carne bovina, o café, terras raras, determinados metais e minérios, além de aeronaves e peças produzidas pela indústria brasileira.

Na prática, a proposta prevê a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Apenas os itens incluídos na lista de exceções ficarão livres da nova taxação. Papel é um dos produtos que podem sofrer a nova taxa.

Também foram excluídos da cobrança adicional produtos como petróleo bruto e derivados, fertilizantes, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos, frutas e nozes.

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A investigação que fundamenta a medida foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, legislação utilizada pelo governo americano para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, o processo foi iniciado a pedido de Trump após anos de reclamações envolvendo a relação comercial entre os dois países.

Greer afirmou que, apesar das conversas mantidas entre os governos de Trump e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda existem divergências importantes sobre os temas analisados na investigação.

Antes de uma decisão definitiva, o governo americano abriu uma consulta pública para receber manifestações de empresas, entidades e especialistas. O prazo para envio de contribuições segue até 1º de julho, enquanto uma audiência pública está marcada para o dia 6.

Caso a proposta seja confirmada, a nova tarifa poderá ampliar a tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos e gerar impactos em setores exportadores que dependem do mercado norte-americano. A decisão final deverá ser anunciada até o prazo legal estabelecido pelo governo dos EUA, em 15 de julho.

Com informações de Agência Brasil.