
O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou, nesta quinta-feira (3), o FIDC Agro Paraná, um projeto inédito no Brasil que visa o financiamento do agronegócio paranaense. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro é o primeiro instrumento de crédito voltado ao setor agrícola criado por um Estado e tem o objetivo de alavancar cerca de R$ 2 bilhões para financiar a expansão das atividades de produtores agrícolas ligados a cooperativas e empresas integradoras em todos os municípios paranaenses.
O FIDC Agro Paraná funcionará como um fundo “guarda-chuva”, por meio do qual as cooperativas e empresas integradoras poderão criar outros fundos vinculados, oferecendo condições facilitadas de financiamento para seus cooperados e integrados. O foco é a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e melhorias logísticas. O Governo do Estado fez um aporte inicial de R$ 150 milhões por meio da Fomento Paraná, instituição financeira responsável pela formatação do fundo, com outros R$ 200 milhões disponíveis para expandir esta iniciativa.
Diferente dos recursos do Plano Safra, que são voltados ao custeio e comercialização da produção, o FIDC Agro Paraná será destinado à ampliação e melhorias das atividades agrícolas. O governador destacou que a criação do fundo aproveita a força da agroindústria e o modelo cooperativista do Paraná, um dos maiores e mais fortes do Brasil. O projeto já conta com a adesão de quatro cooperativas, e outras sinalizam interesse.
A gestão do fundo será realizada pela Suno Asset, gestora escolhida pela Fomento Paraná para atrair investidores privados. O fundo contará com a participação do Governo do Estado de até 20% dos recursos, com o restante sendo financiado pela iniciativa privada e pelas próprias cooperativas. O objetivo é fomentar o setor agrícola paranaense, proporcionando condições mais favoráveis para investimentos em equipamentos e infraestrutura.
Os investimentos serão direcionados exclusivamente para cooperativas e empresas integradoras paranaenses, e as aquisições de produtos e serviços com recursos do fundo deverão ser prioritariamente de empresas instaladas no Estado. A expectativa é que o projeto, ao se consolidar, gere um ciclo virtuoso de geração de emprego e aumento da arrecadação no Paraná.