
A agricultura é uma das principais atividades econômicas desenvolvidas no Brasil. Com o passar dos anos, o País se consolidou como um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo, e isso abriu uma nova porta na vida de proprietários de pequenas terras, que buscam alternativas para garantir renda e viabilidade com suas propriedades. Portanto, muitas dificuldades e desafios são encontrados pelos pequenos produtores, que optam por trabalhar com a agricultura familiar, uma fonte de renda estável e com apoio total do Governo.
Para pessoas que possuem pequenas propriedades, como chácaras ou sítios, o desejo de se firmar como um produtor agrícola tem sido cada vez maior, mas muitos desafios e dificuldades podem impedir que esta meta seja alcançada e, por isso, a reportagem da Folha separou algumas dicas que podem alavancar suas produções com custos baixos.
Um dos maiores desafios para quem está iniciando na produção agrícola, é o capital inicial, para fazer investimentos em infraestrutura, adquirir maquinários e ferramentas e outros processos que envolvem uma quantidade maior de dinheiro. Portanto, para tornar esse processo mais fácil, o Governo disponibiliza alguns programas que geram créditos para os pequenos produtores, auxiliando no pontapé inicial da carreira.
É o caso do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), que tem por finalidade disponibilizar créditos com taxas reduzidas, facilitando investimentos em infraestrutura e produção para os pequenos produtores, ou como também são conhecidos, agricultores familiares.
Além de buscarem uma fonte para adquirir fundos para ampliar sua infraestrutura, muitos dos pequenos produtores que estão iniciando suas produções sofrem para decidir quais serão as melhores atividades para desenvolver em suas terras, visando buscar meios que valorizem suas produções. Contudo, com a chegada de novas tecnologias e até mesmo a reutilização de métodos antigos, é possível aumentar a produção rural sem precisar incorporar novas áreas.
Atualmente, a agricultura familiar, praticada em pequenas propriedades e com grande diversidade de cultivo, abastece o mercado interno do Brasil, com os alimentos mais consumidos pelo brasileiro, como feijão, arroz e outros alimentos que não podem faltar na mesa dos brasileiros. Mas como os pequenos produtores conseguem vender se existem grandes empresas que trabalham no cultivo destes produtos?
A resposta é simples: o Governo adotou métodos para valorizar a agricultura familiar. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é um exemplo destes métodos. Os agricultores inscritos no programa vendem seus produtos diretamente para órgãos públicos, o que gera uma renda fixa para eles.
Além dos produtos mais tradicionais, a agricultura caseira também surge como uma ótima opção de renda, permitindo a fabricação de queijos, doces, pães e conservas, agregando valor aos produtos e aumentando as possibilidades de comercialização. Além destes produtos, opções como alface, pepino, tomate e também o maracujá são opções que podem potencializar a renda das produções com baixo custo.
O processo de cuidado com o solo também pode gerar a diminuição dos gastos. O Sistema de Plantio Direto (SPD) ajuda pequenos produtores a reduzir custos e conservar o solo, evitando a perda de nutrientes, enquanto a agricultura de precisão também auxilia, mapeando a colheita para minimizar impactos no solo e evitar gastos desnecessários, tornando a produção mais eficiente e sustentável.
Contudo, a produção em pequenos terrenos pode alavancar uma grande produção. Seja com benefícios do Governo, incentivos, créditos ou atividades que reduzam os gastos e otimizem a renda, a agricultura familiar pode ser uma ótima opção de rentabilidade para as famílias brasileiras.