Suposto caso de massacre em escola vira caso de polícia no Norte Pioneiro

Suposto caso de massacre em escola vira caso de polícia no Norte Pioneiro

Por: Da Redação
07/12/2021 às 17h25 Atualizada em 07/12/2021 às 20h25
Suposto caso de massacre em escola vira caso de polícia no Norte Pioneiro

Massacres escolares causam apreensão em pais, alunos e professores. Situações registradas tanto no Brasil quanto em diferentes países pelo mundo, na maioria dos casos, chocam a comunidade em geral e, infelizmente, acabam tirando vida de inocentes. Na região do Norte Pioneiro, rumores sobre um suposto massacre em um Colégio Estadual do município de Santo Antônio da Platina viraram caso de polícia.

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Conforme informações apuradas pelo portal de notícias Tá no Site, que conversou com o delegado Rafael Guimarães, da 38ª Delegacia da Polícia Civil e responsável pelo caso, a situação começou em meados de novembro.

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A situação envolveu dois adolescentes com idades de 14 e 15 anos que cursam o 8º ano. Conforme as informações apuradas pela instituição de ensino, a dupla estaria planejando um massacre na escola. Segundo apurado até o momento, um dos estudantes estariam ameaçando outros alunos de morte, além de realizar comentários inoportunos durante as aulas com referências a massacres já ocorridos em outras escolas. O menor também estaria realizando postagens em redes sociais de massacres em escolas. Também foi pichada uma parede da escola com a frase “Marcados” e um desenho de revólver.

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O situação acabou instalando um clima de mede o tensão entre alunos, professores e funcionários da escola, o que acabou culminando no aumento de abstenções de alunos que ficaram com receio de que algo terrível pudesse acontecer.

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Diante da situação, a direção da escola e a Patrulha Escolar se mobilizaram para tomar atitudes relativas ao caso. Foram convocados os alunos da escola para que fossem repassadas explicações e orientações sobre a situação. Além da Polícia Militar, o caso também foi repassado a equipe da Polícia Civil que passou a apurar a situação.

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Com isso, o delegado Rafael Guimarães fez o pedido de mandados de busca e apreensão que foram cumpridos nas residências dos dois adolescentes supracitados, os quais foram autorizados pelo Ministério Público e pelo juiz da Vara de Infância e da Juventude do município de Santo Antônio da Platina.

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Na segunda-feira (06), os agentes realizaram o cumprimento dos mandados na residência dos dois estudantes onde foram apreendidos aparelhos celulares para averiguação de conteúdo. Já nas residências, nada de ilícito foi encontrado. A ação contou com a participação de policiais da Polícia Civil, Militar e Patrulha Escolar.

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Em entrevista ao portal Tá no Site, o delegado ainda informou que os dois adolescentes foram ouvidos. Em conversa com o menor de 14 anos, este relatou que não tinha nenhuma relação com os fatos investigados, afirmando apenas ter uma relação de amizade com o outro menor. Ele ainda disse que, ultimamente, passou a estranhar o comportamento do amigo e, inclusive, disse ao delegado acreditar que as ameaças por parte de seu colega seriam sérias e que ele realmente poderia cometer o massacre.

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Já durante as conversas com o menor de 15 anos, este disse que tudo não passou de um mal entendido, além de negar a autoria das ameaças contra os colegas e de ser o autor da pichação ou estar planejando o massacre.

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Frente aos fatos, foi instaurado um Boletim de Ocorrência Circunstanciado em desfavor dos dois adolescentes para apurar a prática dos atos infracionais equiparados aos crimes de ameaça, pichação em edificação pública e contravenção de falso alarme. O caso segue sendo apurado.