
O cenário político no município de Quatiguá segue movimentado nestes últimos dias após uma decisão do Ministério Público Eleitoral de Joaquim Távora favorável a cassação do mandato da prefeita Adelita Parmezan e de seu vice-prefeito Josué de Pádua Melo, o Zé Vareta. Apesar disso, a dupla segue tranquila pois a decisão não tem efeito imediato e os dois podem continuar a frente da prefeitura de Quatiguá até que todo o trânsito seja julgado.
A denúncia em questão é referente aos gastos realizados durante a campanha eleitoral de Adelita e Josué onde o Ministério Público aponta excesso de gastos. O MPPR explica que a representação foi ajuizada com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na prestação de contas da prefeita e de seu vice, a qual foi desaprovada. Com isso, o Juízo Eleitoral concluiu que “houve ofensa aos dois bens jurídicos tutelados pelo art. 30-A, § 2º, da lei 9.504/97” (lisura da campanha eleitoral e a igualdade).
Ainda segundo o MP, os requeridos (Adelita e Josué) apresentaram embargos ao processo, mas os mesmos foram negados. Com isso, o Juízo determinou a cassação da dupla tornando ambos inelegíveis por oito anos, a contar das eleições de 2020, decisão esta que não tem efeito imediato.
Com isso, tanto Adelita quanto Josué podem continuar à frente dos seus cargos, pois o afastamento da prefeita e do vice-prefeito só deve ocorrer após o esgotamento dos recursos nas vias ordinárias caso a defesa dos dois não consiga reverter a decisão.
A prefeita se demonstrou surpresa com a repercussão do caso. “Fico surpresa, pois não foi determinado que a gente deixe nossas funções na prefeitura. Tenho a convicção de que nossa campanha foi transparente e não fizemos nada de errado e vamos provar isso na Justiça. Enquanto isso, seguimos dando continuidade ao nosso compromisso com a população de Quatiguá trabalhando para atender as demandas do nosso município”, frisou Adelita.