
O governador Ratinho Junior concedeu entrevista ao Jornal da Manhã da Jovem Pan Curitiba na última terça-feira (30) onde falou sobre assuntos relacionados a pandemia no Paraná e, entre eles, o retorno das aulas presenciais no estado. Segundo o chefe do Executivo Paranaense, isso só deve ocorrer após a imunização dos professores.
“Assim que a gente fechar o ciclo de 60 anos, e eu acredito que até meados de abril vamos vacinar todos os de 60 anos, vamos começar a vacinar os nossos policiais e professores. Isso vai ajudar a gente a voltar, até meados de maio, se Deus quiser, para as salas de aula”, disse Ratinho Junior.
Se em outrora a discussão sobre o retorno das aulas presenciais causou desconforto entre o governo estadual e a APP-Sindicato, agora a declaração do governador traz um ar de calmaria e mais segurança aos professores e alunos.
A princípio, o início do ano letivo e retorno das aulas presenciais na Rede Estadual de Ensino estavam previstas para o dia 18 de fevereiro seguindo o modelo hibrido, onde parte dos alunos vai a escola e outra segue acompanhando de maneira remota as aulas, fazendo então uma espécie de rodízio. Porém, com uma nova onda de contágios e mortes relacionadas a Covid, a decisão foi suspensa sem novas previsões por parte da Secretaria de Estado da Educação.
Agora, conforme adiantou o governador, a expectativa do governo é realizar a imunização de todo o grupo prioritário até o final do mês de maio. A projeção em relação aos trabalhadores da área da educação é de 169.057 profissionais, além de 54.110 que atuam no ensino Superior.
Posição do Ministério Público
Na segunda-feira (29), o Ministério Público do Paraná emitiu nota informando seu posicionamento em relação a retomada das aulas presenciais no Estado. Com base em decisão anterior e nota técnica do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança, do Adolescente e da Educação, a decisão de retomada ou suspensão das atividades educacionais de maneira presencial cabe ao Poder Executivo.
O MPPR fez algumas ressalvas como, por exemplo, que quando forem retomadas as atividades presenciais sejam mantidas também a opção de aulas remotas, além de não haver diferenciação do retorno das atividades presenciais entre a rede pública e privada de ensino. Outro ponto, é que a decisão seja respaldada por parecer prévio científico do ato.
Informações: Jovem Pan Curitiba e Ministério Público do Paraná.