Gestão pedagógica dos colégios cívico-militares fica para profissionais da educação

Gestão pedagógica dos colégios cívico-militares fica para profissionais da educação

Por: Da Redação
30/10/2020 às 14h48 Atualizada em 30/10/2020 às 17h48
Gestão pedagógica dos colégios cívico-militares fica para profissionais da educação

Os profissionais da educação continuarão responsáveis pela gestão pedagógica e por todo o processo educacional das escolas que fizerem a adesão à modalidade de colégios cívico-militares criada pelo Governo do Estado.

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A proposta do programa, lançado na segunda-feira (26) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, é que haja uma gestão compartilhada entre civis e militares em 216 escolas de 117 municípios, que atendem do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. O papel de cada diretor está bem delimitado.

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Todo o processo pedagógico e educacional será de responsabilidade dos profissionais da educação. As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual. “Os professores e demais profissionais da educação continuarão sendo protagonistas no processo de ensino e aprendizagem”, explica o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder. “A gestão compartilhada permite aos profissionais civis manter o foco na questão pedagógica”, ressaltou.

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Ao longo da última semana, a comunidade escolar foi consultada para oficializar a adesão dos colégios indicados ao programa, com as opções de decidir se a escola entraria ou não na gestão compartilhada. Maior projeto nesta área do Brasil, o programa de colégios cívico-militares tem como principal objetivo melhorar os índices educacionais do Estado.

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A proposta pega como exemplo o desempenho do Colégio da Polícia Militar em Curitiba (CPM), que tem, historicamente, o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas de Ensino Médio da rede estadual. O CPM recebeu nota de 6,2 no Ideb de 2019, bem acima da média estadual, de 4,4 pontos.

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“Queremos ofertar essa modalidade em mais colégios porque é um modelo que vai contribuir com a melhora que queremos para a educação do Paraná”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A discussão para a implantação está sendo feita de forma democrática, com a consulta aos pais, equipe pedagógica e toda a comunidade escolar”, disse.

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COMO VAI FUNCIONAR

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A nova modalidade, que já deve ser implementada em 2021 nos colégios que aderirem à proposta. O cargo de diretor-geral sempre será ocupado por um profissional do Quadro Próprio do Magistério (QPM), que são servidores efetivos da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte.

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Dependendo do porte do colégio, haverá ainda o cargo de diretor auxiliar, que também será de responsabilidade de um profissional da educação. Os militares não vão interferir na parte pedagógica e serão responsáveis pela gestão da infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares.

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Essa atuação deve conferir mais eficiência para a gestão, pois libera os profissionais civis para se dedicarem às atividades educativas e pedagógicas. Além de um diretor militar, haverá ainda de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

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PATRULHA ESCOLAR

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Boa parte dos militares que vão atuar nas escolas trabalhou na Patrulha Escolar ou no programa Escola Segura, e já está ambientado com a área educacional. Além disso, passarão por uma formação oferecida pela Secretaria da Educação.

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Eles fazem parte do Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários, policiais da reserva que serão remunerados por meio de diárias criadas por lei em 2017, cujo valor vai variar conforme a atribuição desempenhada na instituição de ensino.

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As escolas selecionadas funcionarão em regime de cooperação, por meio de termo entre a Secretaria da Educação e do Esporte e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná.

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O programa será avaliado continuamente a partir da implementação, como forma de aferição da melhoria e do alcance das metas do modelo proposto. Não haverá seleção de alunos.

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VIA: Redação ADI (Associação dos Jornais Diários do Interior do Paraná).