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Núcleo Maria da penha da UENP alerta para aumento da violência doméstica durante pandemia 

Núcleo Maria da penha da UENP alerta para aumento da violência doméstica durante pandemia 

Por: Da Redação
28/08/2020 às 14h38 Atualizada em 28/08/2020 às 17h38
Núcleo Maria da penha da UENP alerta para aumento da violência doméstica durante pandemia 

Nova rotina da quarentena tem novos focos de tensão e estresse e é possível perceber também impactos psicológicos, como o aumento de ansiedade, da angustia e de sintomas depressivos

 

O Núcleo Maria da Penha (Numape) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) aponta que, durante a pandemia do novo coronavírus, houve aumento da violência doméstica. O isolamento social, alerta o Núcleo, faz com que a vítima fique em frequente contato com o agressor, tornando-se ainda mais vulnerável, o que dificulta a busca por ajuda e a realização da denúncia.

Segundo Layana Laiter Martins, advogada do Numape/UENP, com a nova rotina da quarentena, surgem novos focos de tensão e estresse e é possível perceber também impactos psicológicos, como o aumento de ansiedade, da angustia e de sintomas depressivos. “Percebe-se que toda a questão do isolamento deixa a mulher mais vulnerável e aceitando mais as situações de violência”, explica Layana.

Apesar de as pesquisas mostrarem o aumento da violência doméstica nos últimos meses, o crescimento não se reflete nos números oficiais de denúncias. O Núcleo fez um comparativo entre os inquéritos abertos em Jacarezinho em 2020, entre os meses de março e junho, e os inquéritos do mesmo período nos anos de 2018 e 2019, e constatou uma queda de aproximadamente 26% dos registros de boletins de ocorrência.

De acordo com Layana, notou-se que as mulheres não estão tendo acesso aos sistemas de justiça, não conseguem registrar o boletim de ocorrência e denunciar o agressor. “O grande entrave da pandemia é que o acesso à justiça da mulher vítima da violência doméstica foi limitado junto com a mobilidade dela”, ressalta Layana.

A advogada também acentua que o isolamento social não cria agressores, mas a pandemia acabou por intensificar a violência num curto período de tempo. “O homem que está violentando em época de pandemia também violenta fora dela, porém, na pandemia essas questões estão mais intensificadas, pois eles estão mais juntos e mais estressados”, constata.

O Numape UENP já está atendendo de forma presencial no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UENP (Av. Manoel Ribas, 711, Centro, Jacarezinho). O atendimento está sendo realizado mediante agendamento, salvo em casos de urgência, no período da tarde, das 13h às 17h. Para que não tenha aglomeração, no período da manhã está sendo prestado o atendimento psicológico. As mulheres que tiverem condições de fazer o tratamento ou acolhimento online, podem procurar o atendimento virtual.

É possível entrar em contato com o Numape através das redes socias, no Instagram @numapeuenp e no Facebook Numape Jacarezinho, pelo e-mail [email protected], ou pelo telefone (43) 3511-4352.

 

Fonte: Assessoria UENP.

 

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