“AMOR” PATERNO: Idoso de 75 anos mata o filho a golpes de machadinha em Jaboti

“AMOR” PATERNO: Idoso de 75 anos mata o filho a golpes de machadinha em Jaboti

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16/06/2015 às 19h08 Atualizada em 16/06/2015 às 22h08

O município de Jaboti foi palco de um dos crimes mais bárbaros que o Norte Pioneiro já registrou. Um homem foi assassinado, enquanto dormia, a golpes de machadinha. Detalhe: o autor do crime é seu próprio pai, um idoso de 75 anos. O assassinato aconteceu na madrugada desta terça-feira (16).

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Até onde a reportagem pode apurar, a relação entre pai e filho há tempos era conturbada. O pai, José Antônio de Souza, 75 anos, não aceitava supostos vícios que o filho, Edione Moacir de Souza, 39 anos, matinha.

Segundo vizinhos e conhecidos, discussões eram constantes, e Edione já teria ameaçado o pai de morte algumas vezes.

Por volta das 2h da madrugada desta terça-feira, porém, o caso teve um desfecho trágico. José Antônio pegou uma machadinha, foi até o quarto do filho e desferiu diversos golpes contra a cabeça da vítima, que pouca pode fazer para se defender.

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O filho da vítima, uma criança de 8 anos, viu o pai ferido e gritou por socorro. Um vizinho ouviu o clamor da criança e logo acionou a Polícia Militar. Antes de receber cuidados médicos, porém, Edione faleceu.

Na casa onde o crime ocorreu, os PMs foram informados que o idoso havia fugido a pé sentido Pinhalão. Após poucos minutos de buscas, a informação se confirmou e o agressor foi encontrado. Além de confessar o crime, o idoso também mostrou onde havia jogada a arma do crime – um pasto ali nas redondezas.

 

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INVESTIGAÇÃO

O crime será investigado pela Polícia Civil de Tomazina, onde José Antônio está preso. De acordo com a delegada local, Silmara Revoredo Pereira, o idoso ainda não havia falado sobre o crime.

“Ele está preso, já o interrogamos, mas ele se resguarda ao direito de só falar em juízo. Em todo caso vamos buscar a motivação para um crime tão bárbaro”, adianta.

Embora informações preliminares darem conta de supostas ameaças do filho contra o pai, não há boletins de ocorrência que confirmem isto. “Pode ser que ele se sentisse ameaçado pelo filho, pelo que já sabemos, e em luta corporal, pela idade, com certeza ele levaria desvantagem, mas alegar legítima defesa nestas circunstâncias é muito improvável”, completa a delegada.

 

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DA REDAÇÃO