A Polícia Civil de Agudos (SP) começou a esclarecer no fim da tarde desta terça-feira (15) a morte de uma jovem de 24 anos, cujo corpo foi encontrado parcialmente carbonizado na madrugada do mesmo dia na área de mata de uma indústria da cidade que fabrica placas de madeira. Funcionários da empresa acharam o corpo no momento em que foram combater as chamas.
Segundo informações da polícia, Wellington Matsuda confessou ter matado a mulher, Ana Cláudia Beraldo Matsuda, e foi preso depois de prestar depoimento na delegacia de Agudos.
De acordo com o delegado Marco Pavanelli, o homem disse que asfixiou a esposa depois de uma briga por motivos financeiros.
O acusado trabalhou como socorrista em uma concessionária na rodovia Marechal Rondon, mas estava desempregado. O casal tem uma filha de 2 anos de idade.
Em seu depoimento, Wellington explicou que a briga começou por volta das 22h de segunda-feira (14) em decorrência das dívidas da família. Ele disse que segurou a mulher com força pelo pescoço e ela desmaiou.
Em seguida, colocou a mulher e a filha de 2 anos no carro, seguiu para a área de mata de uma indústria, onde deixou o corpo no mato e na sequência colocou fogo.
Um funcionário da fazenda em depoimento reconheceu o carro usado por Welington. Segundo a Polícia Civil, o laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) aponta que a mulher morreu antes de ser carbonizada.
Wellington vai responder por homicídio qualificado (feminicídio e ocultação de cadáver) e será encaminhado para a cadeia de Avaí. Ana Cláudia era platinense, e foi enterrada na quarta-feira (16), em Santo Antônio da Platina.