Toda vez que surge uma notícia de um crime hediondo, a população fica prontamente sensibilizada e começa a exigir que as autoridades façam algo a respeito.
Todavia, acreditando que os “homens da lei” possuem bolas de cristal e maneiras legais de sempre incriminar o suspeito, mesmo sem provas ou indícios, acabam se omitindo na junta de informações e só atrapalham o processo de investigação com boatos e conjecturas, as quais não podem provar.
Não se pode culpar a população por não terem o conhecimento jurídico necessário para saberem que não há culpa, onde não há provas, contudo, a cobrança feita em cima das autoridades policiais e judiciais é desproporcional ao crescente número de ocorrências que se amontoam nas mesas de delegacias, promotorias e juizados. Visto que tudo tem de ser feito de acordo com a Lei, é impossível que a Justiça caminhe à passos largos. Não se pode condenar pessoas com base em deduções, prender pessoas sem indícios probatórios. Isso levaria o Poder Judiciário a cometer injustiças e até mesmo, fadar um indivíduo inocente ao cárcere.
Um sábio apóstolo já escreveu sobre isso e é sempre importante relembrar. “Cada um fique na vocação em que foi chamado - 1 Coríntios 7:20”.