

Sei que muitos dizem que “quando é para acontecer, acontece independente da vontade, dos signos e até a mãe deixa”. Numa dessas brincadeiras de “quando é pra ser”, me vi nos seus braços desejando que os segundos se congelassem e o relógio fosse apenas a maior brincadeira de mau gosto que já puderam inventar pros que se amam.
E por falar em amar, demorei a dizer porque não acredito que seja um tipo de “bom-dia”, sabe? Não se diz sem a certeza, mas mesmo que ainda permeado por alguma dúvida, lá está toda a vontade de se entregar. E fui me dando aos poucos pra você não se assustar. Fui me declarando com versos camuflados e coragem disfarçada de “tô chegando aí” pra conhecer seus pais, sua família e entrar de vez no teu mundo. Começar a construir o nosso.
Sei que se pode fazer milhares de previsões para o futuro e algumas até me atormentam ao te distanciar de mim, mas mantenho meu sentimento em paz. Vou torcer infinitamente pela sua felicidade e por nós. E se as voltas que o mundo dá forem boas, certamente haverá um lugarzinho que caiba nós dois. Ainda que seja uma cama de solteiro pronta pra ser dividida.
Quando viro pra você e falo “obrigado” sem motivo algum, pode apostar que digo isso bem do fundo do meu coração, que perdeu aquele medo bobo de ser de alguém e já não teme o corte de novas feridas – desejando que não aconteçam, claro. Obrigado por ser bem mais que uma simples parada onde minha um dia ficou, mas por ser essa viagem incrível de amor e companheirismo.
Você; onde meu eu inteiro quer morar.
Por Gustavo Lacombe