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Mentor de assassinato é condenado a mais de 21 anos de prisão

Mentor de assassinato é condenado a mais de 21 anos de prisão

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14/03/2018 às 10h38 Atualizada em 14/03/2018 às 13h38

Na madrugada do dia seis de fevereiro do ano de 2017, um homem identificado como Fabiano Gonçalves, foi morto no município de Santo Antônio da Platina. A vítima foi executada a tiros enquanto estava em sua casa, na Rua Santos Drumont, Vila Ribeiro. A ação violenta contou com a participação de quatro indivíduos e 26 disparos.

A ação resultou na abertura de um inquérito para investigar os motivos e pessoas que participaram do crime. O delegado Tristão Antônio Borborema chegou à conclusão das investigações apontando Rodrigo Martins, mais conhecido como “Nonô” como o mandante do crime e Carlos Alberto Padrilha da Silva, o “Kaká”, como o autor dos disparos.

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Kaká acabou sendo preso em Curitiba, no bairro Sítio Cercado, pelo crime de homicídio qualificado. Já Nonô, foi preso pela polícia de Santo Antônio da Platina.

De acordo com o inquérito policial, Fabiano teria traído Nonô ao se aliar a Michael Patrick Sanches, vulgo “Cenoura”, para tentar assumir o controle do tráfico de drogas no município de Santo Antônio da Platina, o que teria desagradado Martins que resolveu dar um jeito na situação. Assim, Nonô deu a ordem para que Kaká executasse o rival.

Durante a tarde desta terça-feira, o Juiz Júlio César Michelucci Tanga presidiu o Tribunal do Juri que, após alegações apresentadas pela acusação e defesa, decidiu pela condenação de Rodrigo Martins a 21 anos, dez meses e quinze dias pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe.

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O Ministério Público Estadual foi representao pela promotora de Justiça Nathalie Murilo Floroschk. Já a defesa de Nonô foi feita pela advogada Flávia Lomba Corsini. Entre as testemunhas ouvidas pelo júri, estiveram o delegado Tristão e também Michel Patrick Sanches.

Para Floroschk, é clara a ordem emanada por Martins para que Gonçalves fosse assassinado. “Mensagens trocadas através de celulares comprovam, por raciocínio, que Rodrigo Martins ordenou a Carlos Alberto Padilha que assassinasse Fabiano Gonçalves. Seria a forma de sentenciar a vítima pela traição, e por ela se aliar ao grupo rival que disputa o tráfico de drogas na cidade, além de vingar a morte de Aguinaldo Leite, o ‘Balaieiro’, ‘soldado’ de Nonô morto por Michael Patrick Sanches, o ‘Cenoura’, e um comparsa”, afirmou a promotora.

Já sob o ponto de vista da defesa, a advogada do réu colocou em dúvida o trabalho da Polícia Civil e defendeu que seu cliente não é responsável pela autoria ou mando do crime e sustentou a ausência de provas. “Os senhores não podem condenar um inocente sem provas, baseando-se apenas em boatos apresentados pela acusação. Na dúvida, o réu deve ser absolvido, assim poderemos ‘cutucar’ a Polícia Civil e o Ministério Público para que nos apresentem quem de fato assassinou o Fabiano”, declarou.

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Apesar do esforço da defesa em tentar desvincular Rodrigo Martins do crime, pouco antes das 18h o Juiz apresentou a sentença que condenou o réu a 21 anos, dez meses e 15 dias de prisão. A decisão ainda é passível de recurso e a defesa de Nonô afirmou que vai recorrer. Já Kaká, que também seria julgado, teve seu julgamento adiado devido a problemas de saúde de um de seus advogados.

 

TENSÃO NO JULGAMETO                                     

 

Em determinado momento, a sessão, que começou por volta das 9h, foi esvaziada e sua continuidade se deu de portas fechadas, isto porque a equipe da Polícia Militar recebeu informações de que haveria um plano para resgatar Cenoura.

O criminoso está preso na cidade de Londrina e esteve presente no tribunal para prestar depoimento sobre o caso. Há ainda a suspeita de que o suposto plano de resgate a Sanches seria, na verdade, uma tentativa de assassinato. Seu depoimento foi antecipado e o preso retornou a Londrina.