
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Uma quadrilha que saía de São Paulo com destino aos Campos Gerais para furtar peças de caminhões foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (16). Segundo as investigações, o grupo percorria centenas de quilômetros para agir durante a madrugada em Castro e Carambeí e, logo depois dos crimes, retornava à capital paulista para vender os equipamentos furtados.
Batizada de “Operação Bate e Volta”, a ação foi deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Carambeí, com apoio da Delegacia Regional de Castro e da Polícia Civil de São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Um segundo investigado procurado pelas equipes não foi localizado e é considerado foragido.
As investigações apontam que a associação criminosa era formada por três homens. De acordo com a PCPR, os suspeitos deixavam a capital paulista durante a tarde e seguiam para o Paraná. Já durante a madrugada, procuravam caminhões estacionados em postos de combustíveis localizados às margens da PR-151, na região de Castro e Carambeí.
O alvo eram os módulos eletrônicos instalados nas cabines dos caminhões. Após retirar os equipamentos, o grupo deixava os Campos Gerais e retornava imediatamente para São Paulo, onde as peças seriam comercializadas.
A Polícia Civil relaciona a quadrilha a uma sequência de furtos registrada nos dias 28 de abril, 13 e 21 de maio e 11 de junho deste ano.
Um dos investigados presos durante a operação confessou, em interrogatório, ter participado dos crimes, segundo a Polícia Civil. Ele também forneceu informações sobre o funcionamento do esquema.
Conforme o depoimento, o homem recebia aproximadamente R$ 6 mil por cada módulo eletrônico furtado dos caminhões.
As investigações apuram crimes de furto qualificado e associação criminosa e continuam para localizar o investigado foragido e esclarecer toda a atuação do grupo.
O homem preso será apresentado em audiência de custódia no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. A Justiça deverá definir em qual unidade prisional ele permanecerá enquanto responde ao processo.
Com informações do portal A Rede.