
Redação - Folha Extra
GREVE - A greve dos trabalhadores dos Correios segue por tempo indeterminado e já começa a afetar a entrega de encomendas no Paraná. A paralisação teve início na sexta-feira (11), após a rejeição, em assembleias da categoria, da proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. As informações são do G1 Notícias.
De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), cerca de 40% dos funcionários dos Correios no Paraná aderiram ao movimento. Em Curitiba, manifestantes bloquearam a saída de encomendas do centro operacional responsável pelo abastecimento de todo o Paraná, incluindo a região do Norte Pioneiro, e também de estados da Região Sul, o que contribuiu para atrasos na movimentação de objetos postais.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a preservação de direitos trabalhistas e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Segundo a FINDECT, um dos principais pontos de divergência nas negociações envolve mudanças que a direção da empresa pretende realizar no benefício.
A federação afirma que a decisão pela greve ocorreu após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação conduzidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A entidade sustenta que buscou uma solução negociada, mas que não houve consenso entre as partes.
Os Correios informaram que colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da paralisação e manter a prestação dos serviços em todo o país. A empresa afirmou que a rede de agências permanece aberta ao público, mas não detalhou possíveis alterações nos prazos de entrega nem quais regiões podem ser mais afetadas pela greve.
Na sexta-feira (11), os Correios ingressaram com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho após o encerramento da mediação sem acordo. No sábado (12), o TST concedeu decisão liminar determinando a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade da empresa durante a paralisação.
A determinação abrange trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos considerados essenciais para a continuidade da cadeia postal. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST.