Rota das Lavandas transforma cultivo em alternativa de renda e atração turística no Paraná

Novo episódio do Semeando Informação mostra experiências de produtores, variedades da planta e o potencial do turismo rural associado à atividade

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM ALEP
01/09/2026 às 16h36
Rota das Lavandas transforma cultivo em alternativa de renda e atração turística no Paraná
Atualmente, 13 áreas de cultivo integram a iniciativa e outros 20 produtores estão em processo de preparação para ingressar na rota. Foto: AEN

DA REDAÇÃO/ALEP - FOLHA EXTRA

O cultivo de lavanda vem ganhando espaço no Paraná como alternativa de diversificação de renda no campo e atração para o turismo rural. Criada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em 2022, a Rota das Lavandas já recebeu 255,9 mil visitantes e movimentou R$ 13,2 milhões em renda bruta nos três primeiros anos. Atualmente, 13 áreas de cultivo integram a iniciativa e outros 20 produtores estão em processo de preparação para ingressar na rota.

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O tema é o destaque do novo episódio do Semeando Informação, da TV Assembleia, que recebe o produtor rural Jacir Antonio Wiezbicki, do Recanto das Lavandas, em Araucária, e Laís Adamuchio, assessora estadual de projetos do IDR-Paraná.

Durante o programa, os convidados explicam como a atividade vem se desenvolvendo no Estado, os desafios de adaptação das diferentes variedades ao clima e ao solo paranaenses e as possibilidades de utilização da planta, que vão muito além da produção de flores.

Jacir conta como duas mudas de lavanda adquiridas pela família deram início a uma nova atividade na propriedade. O que começou como um cultivo experimental acabou se transformando em um empreendimento voltado ao turismo rural, com restaurante, café, loja e produtos como sorvete, bolo e cerveja artesanal produzidos ou comercializados com lavanda.

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“Foi do zero mesmo. A gente teve que errar para acertar”, relata o produtor ao lembrar dos primeiros passos no cultivo.

Laís explica que a lavanda dentata é atualmente uma das variedades que melhor se adapta às diferentes regiões do Paraná e apresenta características favoráveis ao turismo por manter períodos prolongados de floração. Já a lavanda angustifolia, conhecida como lavanda inglesa ou lavanda fina, tem potencial para a produção de óleo essencial de maior valor agregado.

A entrevista também aborda o perfil dos produtores que estão aderindo à atividade, muitos deles chamados de neorrurais, que retornam ao campo em busca de novas possibilidades de empreendimento. Segundo Laís, a lavanda pode contribuir ainda para a sucessão familiar e para a permanência das novas gerações nas propriedades rurais.

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Outro assunto discutido é a estrutura necessária para transformar o cultivo em um produto turístico. O IDR-Paraná acompanha os produtores interessados, orientando desde a escolha das variedades e o manejo da lavoura até a preparação da propriedade para receber visitantes.

Para quem pretende começar a produzir, a recomendação é testar diferentes variedades, realizar análise de solo e procurar orientação técnica antes de ampliar o cultivo. A lavanda exige áreas ensolaradas e não tolera encharcamento das raízes.

O programa também mostra como a produção pode gerar valor a partir da venda direta de produtos e experiências aos visitantes, além de apresentar as perspectivas para a expansão do mercado de óleos essenciais no Estado.