Comissão aprova projeto que prevê uso da tirzepatida contra obesidade grave no SUS do Paraná

Proposta estabelece diretrizes para utilização do medicamento na rede pública; Comissão de Saúde também aprovou Estatuto da Pessoa com Doença Rara e ampliação do Teste do Pezinho

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM ALEP
11/08/2026 às 09h07
Comissão aprova projeto que prevê uso da tirzepatida contra obesidade grave no SUS do Paraná
Reunião ocorreu após a Sessão Plenária desta segunda-feira (10). Foto: Valdir Amaral/Alep

DA REDAÇÃO/ALEP - FOLHA EXTRA

A Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta segunda-feira (10) uma série de projetos voltados à ampliação do atendimento e dos direitos dos pacientes no Estado. Entre os destaques está uma proposta que estabelece diretrizes para o uso da tirzepatida no tratamento da obesidade grave na rede pública de saúde do Paraná. 

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O Projeto de Lei 246/2026, apresentado pelos deputados Tito Barichello (PL) e Alexandre Curi (Republicanos), considera como obesidade grave os casos em que o paciente apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m². 

Pelo texto, a eventual utilização da tirzepatida deverá seguir protocolos clínicos, evidências científicas e as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde. A proposta também incentiva o acompanhamento multiprofissional dos pacientes. 

A aprovação, porém, não significa que o medicamento passará a ser fornecido imediatamente pelo SUS no Paraná. O projeto estabelece diretrizes para sua utilização, sem criar obrigação automática de fornecimento da tirzepatida pela rede pública. 

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Estatuto da Pessoa com Doença Rara 

Outro projeto aprovado pela Comissão de Saúde foi o PL 37/2026, da deputada Maria Victoria (PP), que institui o Estatuto da Pessoa com Doença Rara no Paraná. 

A proposta cria diretrizes para assegurar direitos e ampliar o acesso ao tratamento adequado de pessoas diagnosticadas com doenças raras. São consideradas raras as doenças que atingem até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes. 

A medida busca estabelecer uma política estadual mais estruturada de atendimento a esses pacientes, reunindo princípios relacionados à assistência, tratamento e garantia de direitos. 

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Teste do Pezinho poderá ser ampliado 

A Comissão também aprovou o Projeto de Lei 1109/2025, da deputada Cantora Mara Lima (Republicanos), que amplia o Teste do Pezinho no Paraná para incluir a identificação da mutação genética TP53 R337H. 

A alteração genética está relacionada ao desenvolvimento do tumor de córtex adrenal, um tipo raro de câncer infantil que apresenta incidência elevada no Paraná. A proposta complementa a legislação estadual que já prevê a ampliação da triagem neonatal para identificação de doenças congênitas e raras. 

Projetos avançam na saúde da mulher 

Na área da saúde feminina, recebeu aval o PL 105/2023, do deputado Renato Freitas (PT), que institui o Programa de Atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres em Cárcere no Paraná. 

Entre as medidas previstas estão o fornecimento de absorventes e produtos de higiene menstrual, consultas ginecológicas periódicas, exames preventivos, mamografias quando indicadas e vacinação contra o HPV. 

Também avançou o PL 682/2026, da deputada Mabel Canto (PP), que altera o Código Estadual da Mulher Paranaense para incluir a elaboração e divulgação de uma cartilha informativa sobre trombofilia, especialmente destinada a mulheres em idade fértil e gestantes. 

A intenção é ampliar o conhecimento sobre a condição, associada ao aumento do risco de trombose, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações. 

Informação sobre vacinação 

Os deputados deram ainda parecer favorável ao PL 1210/2025, do deputado Ricardo Arruda (PL). A proposta determina a afixação, nas unidades públicas estaduais de saúde, de informações relacionadas à Lei Federal nº 6.259/1975 e ao direito dos usuários de obter atestados e declarações de vacinação. 

Segundo a proposta, a medida pretende ampliar a transparência e facilitar o acesso da população às informações sobre seus direitos. 

Já o PL 397/2026, do deputado Marcio Pacheco (Republicanos), que pretende conceder a Curitiba o título de “Capital Pró-Vida”, recebeu pedido de vista do deputado Arilson Chiorato (PT). 

A reunião da Comissão de Saúde Pública foi presidida pelo deputado Tercílio Turini (MDB) e contou com a participação dos deputados Arilson Chiorato (PT), Marcio Pacheco (Republicanos), Luis Corti (PSD), Pedro Paulo Bazana (PSD) e da secretária Marcia Huçulak (PSD).