
Redação - Folha Extra
NORTE PIONEIRO - A Secretaria do Planejamento do Paraná (SEPL), por meio do Paraná Projetos, entregou nesta semana os anteprojetos de usinas fotovoltaicas para o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e para a Secretaria de Estado da Educação (Seed). O material inclui toda a documentação necessária para o processo de licitação do projeto de geração distribuída de energia solar, que visa reduzir custos com tarifa elétrica e ampliar o uso de fontes renováveis no Estado. Arapoti e Joaquim Távora estão entre as cidades selecionadas.
O projeto prevê a instalação de oito usinas de geração solar fotovoltaica, cada uma com potência de 2,5 megawatts (MW), totalizando 20 MW de capacidade instalada. Juntas, essas unidades terão potencial para gerar aproximadamente 32 gigawatts-hora (GWh) por ano, o equivalente ao consumo de mais de 15 mil residências de médio porte. A medida também contribuirá para a diminuição da demanda por energia proveniente de fontes fósseis.
Entre os municípios contemplados estão Joaquim Távora, no Norte Pioneiro, e Arapoti, nos Campos Gerais. As demais usinas serão implantadas em Ibiporã, Castro, Palmeira, Apucarana, Toledo e Foz do Iguaçu. Cada planta ocupará uma área média de 35 mil metros quadrados — cerca de cinco campos de futebol — e contará com sistemas de monitoramento remoto, painéis de última geração e inversores de alta performance.

Uma das usinas será destinada exclusivamente ao consumo do IDR, enquanto as outras sete vão compensar cerca de 34% da energia utilizada pelas unidades administrativas e educacionais da Seed. Segundo o governo estadual, a iniciativa resultará em economia significativa aos cofres públicos e redução de aproximadamente 10 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano — volume equivalente ao plantio de 70 mil árvores ou à retirada de 2,5 mil veículos de circulação.
O investimento total estimado é de R$ 100 milhões, com recursos do Plano de Ações da Copel. O modelo adotado é o de Geração Distribuída com Compensação Remota de Créditos de Energia Elétrica, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O prazo de implantação é de 12 meses, e o contrato inclui operação e manutenção por quatro anos após a conclusão. O projeto foi desenvolvido pela Paraná Projetos com apoio técnico da Fundação Ezute.