
O Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa confirmou, na terça-feira (13), que o corpo encontrado na zona rural do município de Arapoti é de um homem que estava desaparecido desde o dia 23 de novembro.
O drama da família de Gilmar Dias de Oliveira, de 50 anos, começou no dia 23 do mês passado após o homem sair de sua casa em sua caminhonete e não ser mais visto. Após dias de agonia e buscas pelo paradeiro do desaparecido, os familiares receberam, no último domingo (11), a informação de que havia um corpo em um barracão próximo a cachoeira “Chico Fontana”, na zona rural do município.
Diante da informação, equipes policiais foram acionadas e realizaram buscas no local, mas ao anoitecer, as buscas foram suspensas. Familiares de Gilmar continuaram realizando buscas no local até que, por volta das 02h00 da segunda-feira (12), o genro de Gilmar encontrou um corpo.
Novamente as equipes policiais foram acionadas e o corpo da vítima foi recolhido pelo IML. A princípio, não foi possível identificar o corpo devido ao avançado estado de decomposição, mas as vestes do homem seriam as mesas que Gilmar utilizava quando foi visto pela última vez.
Já nesta terça-feira, os exames realizados pela equipe do IML confirmaram que o corpo é de Gilmar Dias de Oliveira. Conforme a reportagem da Folha apurou com exclusividade, o laudo ainda aponta que a morte foi causada por Traumatismo craniano cefálico causado por instrumento perfuro contundente, ou seja, a vítima teria sido morta com uma pancada na cabeça.
Agora, a polícia trabalha pra levantar qual foi a motivação do crime e quem seria o responsável pela morte de Gilmar. A caminhonete Mitsubishi Pajero que pertencia a Gilmar a qual ele utilizou para sair de sua casa no dia em que desapareceu não foi encontrada.
O velório e sepultamento de Gilmar ocorreram nesta quarta-feira (14) e ele foi enterrado em Arapoti. O homem deixa a esposa e três filhas.