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As sombras da Covid-19 Dengue causa alerta em municípios da região

As sombras da Covid-19 Dengue causa alerta em municípios da região

Por: Da Redação
26/02/2021 às 12h31 Atualizada em 26/02/2021 às 15h31
As sombras da Covid-19 Dengue causa alerta em municípios da região

De acordo com o último boletim informativo da SESA divulgado esta semana, 23 municípios do Norte Pioneiro somam 542 notificações de focos da doença

 

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Mesmo sendo uma velha conhecida da população em geral há algum tempo, todos os anos a Dengue acaba tomando as manchetes com registros de criadouros do mosquito Aedes Aegipty, pessoas doentes e até mesmo mortes. Neste ano com a pandemia da Covid-19 em foco, a doença tem avançado no Paraná de maneira sorrateira e já preocupa as autoridades de Saúde.

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Na região do Norte Pioneiro, por exemplo, segundo dados do boletim informativo da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), já foram registradas 542 notificações de focos de criadouros do mosquito Aedes Aegipty em 23 municípios. Nestas localidades, o informe aponta ainda que 50 pessoas estão com suspeita de terem contraído a doença e aguardam resultados de exames.

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O informativo da SESA ainda aponta 15 casos confirmados da doença em municípios que fazem parte da 19ª Regional de Jacarezinho e outros 74 diagnósticos em municípios que fazem parte da 18ª Regional de Saúde de Cornélio Procópio.

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Os municípios da região que aparecem na lista da SESA com notificações são Abatiá, Andirá, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Ribeirão do Pinhal, São Jerônimo da Serra, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Figueira, Ibaiti, Jacarezinho, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Quatiguá, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina, Wenceslau Braz e Curiúva. Destes, Cornélio Procópio com 144, Bandeirantes com 96 e Jacrezinho com 71 lideram o ranking de notificações.

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Na região dos Campos Gerais, três municípios concetram 1.564 notificações da doença, além de 828 casos suspeitos que seguem sendo investigados. A situação mais crítica entre todos os municípios citados nesta matéria ocorre em Sengés onde, segundo o informe da SESA, foram registradas 1.555 notificações e 824 casos suspeitos da doença. Em Jaguariaíva, são seis notificações e três casos suspeitos, enquanto em Arapoti três notificações e um caso suspeito.

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Em relação às condições climáticas, o município de Cambará, no Norte Pioneiro, esta classificado com o nível de risco médio, isso é, as condições do clima da cidade favorecem a proliferação do mosquito Aedes Aegipty que é o vetor da doença, ou seja, quanto mais mosquitos, maior a probabilidade da população ser contaminada.

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Em Wenceslau Braz um levantamento preliminar realizado pela equipe de Epidemiologia que fiscaliza residências, estabelecimentos comerciais e terrenos baldios aponta que de cada dez locais visitados, certa de sete apresentam focos de criadouros do mosquito Aedes Aegipty, o que é considerado um índice alto. A mesma situação foi registrada no município de Arapoti que, segundo nota da prefeitura, está com índice superior a sete imóveis com focos do mosquito em cada dez imóveis visitados.

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Segundo informações das equipes de epidemiologia de alguns municípios da região, este ano estão sendo encontrados criadouros do mosquito até mesmo em áreas rurais, o que aumenta ainda mais a preocupação já que o Aedes Aegipty é um inseto com hábitos urbanos.

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Paraná

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Segundo o boletim da SESA, já foram registradas notificações de focos da doença em 344 dos 399 municípios paranaenses de todas as 22 Regionais de Saúde. O informe também aponta que no comparativo com o boletim anterior, sendo ambos semanais, houve um aumento de 425 diagnósticos da doença em todo o estado chegando ao total de 3.129 casos. Seis pessoas já morreram vítimas da doença neste ano.

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“A dengue exige atenção de todos; dos gestores das três esferas de governo, mas principalmente da população, pois cerca de 90% dos criadouros do mosquito transmissor da doença estão nos quintais e ambientes internos das residências paranaenses. Esta é uma informação que repetimos sempre, como forma de alerta para que a comunidade nos ajude a combater a dengue, eliminando os focos que se concentram em recipientes que acumulam água parada”, disse o secretário da Saúde do Estado, Beto Preto.