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Produtores do Norte Pioneiro são os vencedores do Café Qualidade Paraná 2020

Produtores do Norte Pioneiro são os vencedores do Café Qualidade Paraná 2020

Por: Da Redação
20/11/2020 às 15h54 Atualizada em 20/11/2020 às 18h54
Produtores do Norte Pioneiro são os vencedores do Café Qualidade Paraná 2020

Os produtores Juarez Colatino de Barros, de São Jerônimo da Serra, e Shigue Kuwano Sera, de Congonhinhas, venceram o concurso Café Qualidade Paraná 2020. Eles superaram mais de 300 cafeicultores que participaram desta 18ª edição do concurso. Foram finalistas 99 lotes.

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O encerramento do certame aconteceu na tarde desta quinta-feira (19), em solenidade online transmitida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-Paraná).  “Este concurso é um movimento de valorização dos atributos do café do Paraná”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

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CATEGORIAS

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O produtor Juarez Barros venceu na categoria cereja descascado e Shigue Sera competiu com um lote de café natural. Também chamada de via úmida, o café cereja descascado tem retirada a polpa do fruto maduro antes da secagem, com o objetivo de deixar o produto por menos tempo no terreiro. Já no processamento natural, ou via seca, os grãos são secados inteiros.

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“Os lotes deste ano alcançaram notas maiores que em edições passadas do concurso”, destacou o engenheiro-agrônomo Romeu Gair, da comissão julgadora.

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Os campeões têm garantida a aquisição de seu lote pelo valor de R$ 2,2 mil a saca, 216% superior à cotação registrada na quarta-feira (18) na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Para comparação, o mercado físico de café, praça de Londrina, paga ao redor de R$ 500 a saca de um produto de boa qualidade.

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“Esta é uma oferta da organização do certame, mas todos os finalistas ficam livres para comercializar seus lotes, e podem, inclusive, obter ofertas melhores de cafeterias e comerciantes de cafés especiais”, explica o economista Paulo Sérgio Franzini, que coordena a realização do concurso.

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Os cafeicultores classificados até o quinto lugar também recebem ofertas de compra pela comissão organizadora — R$ 1,8 mil (vice-campeão), R$ 1,5 (terceiro lugar), R$ 1,3 mil (quarto) e R$ 1,2 mil para o quinto finalista.

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REGULAMENTO

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O concurso é aberto a produtores de todas as regiões produtoras do Paraná, que podem concorrer com lotes de um a cinco sacas de 60 quilos. Mais de 300 cafeicultores concorreram este ano e após as seletivas regionais, 99 lotes seguiram para a prova final, realizada no Centro de Qualidade do Café do IDR-Paraná, em Londrina, no final do mês passado.

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Utilizando a metodologia SCA (sigla em inglês para Associação de Cafés Especiais) uma comissão de provadores experientes avaliou os lotes nos quesitos aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e balanço da bebida para selecionar os cinco melhores de cada categoria. A escala de pontuação vai até 100.

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SAFRA

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É uma safra de peneira baixa, porque a estiagem que houve entre os meses de março e maio afetou o enchimento dos frutos, explica o economista Paulo Sérgio Franzini, do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. “A falta de chuvas também reduziu em cerca de 15% o potencial de produção”, ele acrescenta.

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Mas o lado bom, segundo Franzini, é a boa qualidade de bebida, já que praticamente não houve chuvas durante o período de colheita.

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PARANÁ

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O Estado tem 38 mil hectares cultivados com café, sendo 35,5 mil ocupados com lavouras em plena produção. A apuração da safra 2020 está praticamente finalizada, e a estimativa é que sejam colhidas 943 mil sacas de café beneficiado no Estado. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média oito hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares.