
Camilo Turmina afirmou que Associação Comercial do Paraná (ACP) vai acatar as medidas, mas sem deixar de lamentar os erros globais quando se fala no combate ao coronavírus
O fechamento do comércio em sete regiões do Paraná no novo decreto estadual publicado nesta terça-feira (30), inclusive em Curitiba e região metropolitana, causa enorme preocupação na Associação Comercial do Paraná (ACP), que vai acatar a medida, mas sem deixar de lamentar os erros globais quando se fala no combate ao coronavírus. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (1) o presidente da entidade, Camilo Turmina, afirmou que são erros atrás de erros no Brasil.
“Vivemos em uma democracia e respeitamos as leis. Lamentamos profundamente os erros da gestão global, de uma forma geral. Erramos como cidadãos, gestores, dirigentes institucionais e como brasileiros. Não deveríamos recomendar os cuidados, mas termos leis duras, com punições, para assim as pessoas levarem a sério a questão de higiene”, enumerou.
Turmina questionou também a distribuição dos créditos para os comerciantes, que quando abertos estavam com um faturamento de 30% do esperado e agora, fechados, voltarão a estaca zero. “Isso vai quebrar muitas empresas, porque o governo (Federal) não nos mostra como conseguir o crédito e pelos bancos comercias só com juros altos. O caminho é conseguir um empréstimo com as cooperativa de créditos. É uma vida mais pobre e mais difícil”, lamentou.
Para Turmina, o fechamento por 14 dias vai muito além de ficar em casa.”Estamos fechando a vida econômica e empregos indo embora. Lamentamos, porque erramos muito. São meses de desgraça com essa pandemia. O que eu posso recomendar? Não se entregar, ser forte. Manter as empresas e se adaptar. Fiquem firme que isso vai passar, vamos voltar a vida, não é possível que estenda por mais tempo”, desabafou.
Voltando a comentar sobre leis mais punitivas, o presidente da ACP disse que ‘fala mansa’ não adianta de nada. “Precisamos agora acertar para baixar a bendita curva. Que a lei comece a existir mesmo, com mais rigor e punição para quem não respeita as medidas de higiene. Na fala mansa não vamos chegar a lugar nenhum”, criticou.
Por fim, Turmina falou que o comerciante vai precisar rever tudo com relação às finanças. “Renegocie aluguel, veja os impostos que podem ser postergados, guarde esse dinheiro e passe a régua em todas as despesas. Reveja custo e planejamento. Se antes não era fácil, imagine agora com faturamento zero e folha de pagamento para fazer no dia 6 para fazer. Estamos em guerra”, concluiu.
Via: Banda B.