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Editorial Dignidade: requisito para país de primeiro mundo

Editorial Dignidade: requisito para país de primeiro mundo

23/04/2014 às 09h57 Atualizada em 23/04/2014 às 12h57
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China, Rússia, Índia e Brasil, desses quatro países emergentes, certamente há um que é mais emergente que os outros e, portanto, um deles sendo mais subdesenvolvido que os demais.

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China: a República Popular da China é dona das maiores estatísticas desde que se iniciaram as estatísticas. País mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhões de habitantes, é considerado, não somente emergente, mas uma potência emergente perante os olhos do restante do mundo. Os chineses que convivem desde sempre com um dos regimes comunistas mais rígidos do globo, conseguiram nos últimos anos reduzir a pobreza em 90% e hoje, faz inveja aos concorrentes com apenas 7% desse índice. A superpotência oriental gosta de liderar os rankings e hoje, esnoba-se com a maior e mais poderosa tropa militar do planeta, que tem o segundo maior orçamento de defesa, atrás apenas dos Estados Unidos.

Por ser a superlotação que é a China ainda convive com alguns problemas emblemáticos na área social, logicamente, porém caminha para o desenvolvimento na velocidade de seus trens balas, deixando radicalmente para trás seus companheiros de classe, Brasil, Índia e Rússia.

Rússia: A República da Rússia, dona do maior território geográfico do mundo, e não apenas fisicamente, mas também dona da sétima posição do poderio econômico mundial, o antigo Império Russo sempre mostrou aos seus “concorrentes” o motivo de sempre ser considerada uma nação desenvolvida, mesmo que teoricamente ainda seja.

Desde a Segunda Guerra Mundial, onde teve papel decisivo na vitória contra os alemães, mostra seu poder tecnológico com uma das maiores potências armadas do planeta, tendo recursos suficientes para enfrentar qualquer país de primeiro mundo, caso houvesse necessidade. Contudo, ainda é considerada a segunda maior investidora em recursos espaciais, atrás apenas da NASA dos norte americanos.

Índia: Também chamada oficialmente como República da Índia o país está no topo dos rankings mundiais, sendo dona da segunda maior população da Terra (1,3 bilhões), atrás apenas da China. Tem o décimo maior poder econômico de acordo com seu PIB, porém o terceiro maior poder de compra, segundo a revista Times. Como todo bom país emergente, tem a segunda maior tropa militar do mundo, com investimentos militares que ultrapassam os 30 bilhões de dólares. No setor da defesa, orçou, planejou e produziu seu próprio caça supersônico de última geração, para não se tornar vulnerável à constante ameaça chinesa.

No entanto, na contramão da sua ligeira ascensão econômica, ainda convive com a maior taxa de pobreza de todas as nações, além do maior registro de doenças relativas aos problemas sociais. Seu trânsito extremamente desorganizado e sua mítica religiosidade afastam e ao mesmo tempo atrai turistas do restante do mundo.

Brasil: A República Federativa do Brasil é sem dúvidas o maior talento entre todas as nações comparativas, apesar de ainda estar adormecido. Enquanto o “gigante” não acorda, o país é considerado hoje a sexta economia mundial, na frente de países de primeiro mundo, como a Inglaterra, mas ainda está atrás da Índia no poderio econômico, com a décima posição.

A maior potência latino americana e segunda maior das Américas, Brasil tem a terceira maior desenvolvedora e exportadora de aviões do mundo, a Embraer, que está teoricamente atrás apenas da americana Boeing e da francesa Airbus. No interior de São Paulo, são produzidos sob encomenda dezenas de aviões modelo E-190, que são vendidos para restante do mundo.

Mas na mesma velocidade desses jatos, segue o aumento da taxa populacional, menor que a dos outros países emergentes, porém, maior na dependência dos serviços públicos que mostra de forma escancarada não estar suportando a demanda. Enquanto na China existem programas de saúde que garantem o melhor serviço às mães, desde a sua gestação ao parto, no Brasil convivi-se com a falta de médicos, falta de hospitais e a falta de dignidade humana.

Com mais de um bilhão de habitantes, na China não existe superlotação nos hospitais públicos, os quais proporcionam serviços de tamanha qualidade quanto os particulares. No maior país da América Latina, que de acordo com previsões poderá se tornar a quarta economia mundial, em 2050, implora-se por médicos de outras nações, ao mesmo tempo em que os hospitais exalam mau atendimento e profissionais de má qualificação. Enquanto hospitais russos ganham reconhecimento da sua nação, uma mãe brasileira deu a luz a sua filha em plena calçada de uma maternidade do Maranhão, de onde sequer passou da porta por falta de vaga. A brasileira já tinha recorrido à outra maternidade minutos antes, onde também teve o acesso negado.

Triste realidade que choca um país em desenvolvimento, que não consegue organizar seu sistema de saúde, proporcionalmente pequeno diante dos seus colegas do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China; e que nitidamente não se esforça para conseguir tal feito.

Potência sim, no turismo, na produção industrial, na importação e nas vendas externas, mesmo que ainda singela e na corrupção.  Fraco nas questões sociais, nos conflitos internos e nas demandas de necessidade básica. Para que o Brasil mostre lá fora, esta potência que quer ser, algumas roupas sujas primeiramente deverão ser lavadas em casa.

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