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NORTE PIONEIRO: Reitora empossada da UENP promete luta pela autonomia plena da universidade

NORTE PIONEIRO: Reitora empossada da UENP promete luta pela autonomia plena da universidade

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22/07/2014 às 09h23 Atualizada em 22/07/2014 às 12h23

[caption id="attachment_1962" align="aligncenter" width="600"]reitora norte pioneiro A reitora eleita da Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP), Fátima Aparecida da Cruz Padoan, assumiu oficialmente o novo cargo nesta segunda-feira (21)[/caption]

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A reitora eleita da Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP), Fátima Aparecida da Cruz Padoan, assumiu oficialmente o novo cargo nesta segunda-feira (21). Em sua posse, ocorrida na sexta-feira (18), em Jacarezinho, ela afirmou que seus maiores desafios serão reduzir a evasão, reavaliar o sistema de acesso à UENP e trabalhar pela conquista de autonomia plena da instituição.

Fátima diz sentir-se honrada pela missão que lhe foi confiada pela comunidade universitária, pois, para ela, “ocupar um cargo de tamanha importância implica uma determinação de levar avante todos os ideais sonhados por aqueles que tanto se empenharam em ver solidificada esta casa de cultura, de educação, de talentos”.

Com um histórico de mais de 15 anos na instituição, tendo sido acadêmica, professora, diretora de campus e agora reitora, Fátima afirma querer retribuir tudo o que a UENP já fez por ela. “Tenho consciência das minhas responsabilidades e a cognição que a experiência administrativa que tive será fundamental nessa nova função. Quero retribuir um pouco do muito que esta universidade me deu e essa retribuição será dada com companheirismo, cumplicidade e solidariedade de todos vocês, colegas diretores, agentes universitários, professores e acadêmicos”, expõe.

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Contribuir para a redução da evasão, reavaliar o sistema de acesso à universidade e lutar pela conquista de uma autonomia plena da UENP são fatores considerados principais na gestão de Fátima. Porém, ela ainda aponta que é necessário melhorar a qualidade acadêmica e científica, mas que para isso conta com o apoio de toda sua equipe, além de diretores, acadêmicos e todos os envolvidos com a universidade.

Ela também não se furtou em pedir a contribuição dos políticos presentes na cerimônia de sua posse, entre eles o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB), o prefeito de Jacarezinho, Dr. Sérgio (DEM), o prefeito de Ibaiti, Roberto Regazzo (PSB), além de vereadores de diversos municípios da região. “A UENP precisará contar ainda mais com todos, temos muito ainda para contribuir para a região e com o apoio de vocês seremos imbatíveis”, garantiu a reitora.

Apesar de ser o centro das atenções da noite, Fátima agradeceu a seu antecessor, Eduardo Meneghel Rando, que renunciou ao cargo em setembro do ano passado graças a problemas de saúde. Ovacionado pelo conselho acadêmico ao subir no palco, Rando é visto por muitos, inclusive pela atual reitora, como um dos responsáveis pela organização, sistematização e regulamentação dos processos administrativos da UENP no início de sua constituição.

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UNIVERSIDADES ESTADUAIS NO PR

O secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, que é de Santo Antônio da Platina, ressaltou durante a cerimônia de posse da nova reitora da UENP as ações do governo do Estado na área.

Ele explica que o Paraná tem uma característica importante que é a quantidade de universidades estaduais e alunos matriculados nas mesmas. Atualmente são sete as instituições de ensino superior mantidas pelo governo do Estado: UEL, UEM, UEPG, Unicentro, Unioeste, UENP e Unespar. Nelas, aproximadamente 90 mil acadêmicos estão matriculados. “Não existe uma média ou macrorregião do Estado que não tenha um campus, uma extensão ou uma atividade das universidades estaduais”, aponta.

Apenas o estado de São Paulo, com cerca de 160 mil, tem mais alunos matriculados nas universidades estaduais que o Paraná. Porém, como cita Gomes, São Paulo tem uma população de 40 milhões de habitantes enquanto a Paraná tem 11 milhões. “Na proporção, temos mais que o dobro de alunos”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O terceiro estado em número de alunos matriculados em universidades estaduais é a Bahia, com a aproximadamente 45 mil acadêmicos, em seguida vem o Rio de Janeiro com 30 mil, e o Ceará com 20 mil.

“Isso demonstra o esforço de todos nós, pois é uma política de Estado que faz com que em todas as regiões a população do Paraná tenha a oportunidade de cursar uma universidade no interior, gratuita e de qualidade. Isso faz com que possamos ser diferenciados em nosso país, temos condições de promover através das nossas instituições, através da pesquisa, do ensino e da extensão, o desenvolvimento das nossas regiões”, diz Gomes.

O reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), Aldo Bona, comentou sobre a jovialidade da UENP e necessidade da aproximação das universidades para o crescimento e melhoramento de todas. “A UENP é uma universidade bastante jovem que vai iniciar agora sua segunda reitoria e por isso certamente a unidade das instituições vai contribuir com a UENP e demais universidades estaduais do Paraná”, explica.

 

Guilherme Capello

Jacarezinho