O senador Roberto Requião (PMDB-PR) recomendou “alfafa, muita alfafa”, além de chamar de equinos e muares os manifestantes que foram às ruas neste domingo, 4, protestar contra a corrupção em defesa da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro. “Eu recomendo alfafa, muita alfafa. In natura ou como chá. É própria para muares e equinos, acalma e é indicada para passeatas nonsense”, disse Requião no Twitter.
Caiado confirma requerimento
Ronaldo Caiado confirmou que apresentará um requerimento para que o projeto de abuso de autoridade não seja votado amanhã no plenário do Senado, como quer Renan Calheiros.
“É totalmente inoportuno discutir esse projeto diante da relevância e urgência de ações para combater a crise com medidas que já são efervescentes, como a PEC do limite dos gastos e a reforma da previdência. Trata-se de um tema que não pode ser votado enquanto a operação Lava Jato não estiver em fase de conclusão.”
Operação Lava Jato ganha principal prêmio anticorrupção
A Força Tarefa da Operação Lava Jato e seus procuradores foram escolhidos como a maior iniciativa contra a corrupção no mundo e receberam o prêmio do ano da entidade Transparência Internacional. O anúncio foi feito neste sábado em um evento no Panamá, onde a organização destaca os “esforços persistentes da Lava Jato para acabar a corrupção endêmica no Brasil”.
Ministro do TCU e ex-presidente da Câmara são alvos da Lava Jato
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho, ex-senador do PMDB, costuma fazer anotações num papel enquanto fala. Ao final da conversa, ele lança a folha num triturador e descarta os fragmentos numa lata de lixo posicionada embaixo de sua mesa. O intuito desse ritual, segundo pessoas próximas, é um só: evitar que os seus manuscritos caiam nas mãos erradas ou sejam coletados numa eventual operação de busca e apreensão da Polícia Federal. O que Vital mais temia ocorreu na manhã desta segunda-feira: o ministro do TCU e o deputado federal Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara, acordaram com policiais batendo à sua porta.
Requião, quem diria, acabou no tomataço
O populista mais bem sucedido do Paraná, senador Roberto Requião, fez maus cálculos e decidiu caminhar contra a corrente. Ou melhor, contra o povo. Insurgiu-se contra o impeachment de Dilma, a Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, a hegemônica disposição popular contra a corrupção e, agora, quer porque quer a lei “contra abuso de autoridade” que, na verdade é instrumento para coibir a ação da Lava Jato. Pois, pois, foi um dos alvos preferidos do tomataço de repúdio popular neste domingo. Agora, ninguém sabe o que será de Requião e sua grife. O acontecimento parece acabar com suas chances de reeleição sua e a de seu filho, Maurício Requião Filho, a deputado estadual.