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Aumenta número de pessoas picadas por cobras no Norte Pioneiro

Aumenta número de pessoas picadas por cobras no Norte Pioneiro

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24/01/2018 às 18h46 Atualizada em 24/01/2018 às 20h46

O número de pessoas picadas por cobras desde novembro de 2017 tem causado preocupação entre os profissionais de saúde do Norte Pioneiro, em especial na região de Cornélio Procópio. Em dezembro, houve falta de soro antiofídico na Santa Casa de Cornélio Procópio, segundo o CIT (Centro de Informações Toxicológicas) do HU (Hospital Universitário de Londrina), necessitando remanejamento de outras regionais de Saúde próximas para a cidade para repor o estoque.

No dia 25 de novembro, uma mulher de Andirá, de 36 anos, morreu. Segundo informações do CIT, ela trabalhava na zona rural quando foi mordida. A vítima precisou andar até o ônibus que fazia o transporte de trabalhadores, aumentando a circulação do sangue, e ainda demorou mais de quatro horas para chegar até a Santa Casa de Cornélio Procópio, que centraliza este tipo de atendimento em toda a região. "Ela recebeu a aplicação do soro, mas o fato dela ter outras complicações de saúde, tornou seu quadro crítico", explicou Camilo Molino Guidoni, coordenador do CIT de Londrina e professor do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Atualmente a situação está controlada e não há falta de soro, porém, em função da dificuldade de produção do antídoto, sua aplicação é regulada. "Cada regional de Saúde possui de 50 a 60 ampolas de cada cobra. Os soros são produzidos em quatro laboratórios do Brasil, por um processo complexo. Não basta retirar o veneno do animal para produzi-lo, é necessário inoculá-lo no sangue do cavalo, e depois extraí-lo. É caro e leva tempo. Após a produção o Ministério da Saúde adquire o soro e os distribui para os Estados. As regionais recebem os remédios por meio do CIT". Conforme Guidoni, o órgão precisa autorizar a aplicação de cada dose. "Precisamos saber qual animal causou o ataque, a situação da vítima, pois uma aplicação errada pode causar diversas complicações ao paciente".

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