Polícia prende grupo que usava imagens de crianças com câncer para aplicar golpes

Criminosos criavam falsas campanhas de arrecadação e utilizavam inteligência artificial para enganar vítimas pela internet

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
15/07/2026 às 17h09
Polícia prende grupo que usava imagens de crianças com câncer para aplicar golpes
Imagem ilustrativa. Foto: PCPR

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Quatro pessoas foram presas nesta terça-feira (14) durante uma operação policial contra uma organização criminosa suspeita de criar falsas campanhas de arrecadação na internet utilizando imagens de crianças em tratamento contra o câncer para aplicar golpes.

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Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o esquema criminoso tinha atuação em diversas cidades do país, incluindo municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul. No estado, as prisões ocorreram em Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu, na região Sudoeste.

De acordo com o delegado Julio Ferreira, as investigações tiveram início no Rio Grande do Sul, após a Polícia Civil gaúcha identificar que os suspeitos se apropriavam de fotos e vídeos de campanhas verdadeiras, sem autorização das famílias das crianças.

Além disso, o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial, como deepfake e clonagem de voz, para criar conteúdos falsos e dar aparência de legitimidade às campanhas divulgadas nas redes sociais.

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“As vítimas eram direcionadas para páginas falsas, onde realizavam pagamentos via Pix para contas controladas pelos investigados”, explicou o delegado.

Em Francisco Beltrão, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Um homem, de 22 anos, foi preso no bairro Presidente Kennedy. Em seguida, os policiais localizaram e prenderam outro homem, de 23 anos, e uma mulher, de 21 anos, no bairro Água Branca. No local, também foi apreendido um veículo alvo de decisão judicial.

Já em Cruzeiro do Iguaçu, um homem de 25 anos foi preso. Durante a ação, os agentes apreenderam um aparelho celular e um notebook que podem auxiliar no avanço das investigações.

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Ao todo, a operação cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

Após os procedimentos de polícia judiciária, os quatro presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.