Mulher morre 25 dias após ser queimada durante cerimônia em terreiro

O caso foi no dia 13 de junho e Caroline Pinto dos Santos morreu na manhã desta quinta-feira (9). A família diz que os responsáveis pelo terreiro fugiram, e que acidente foi causado porque um deles jogou combustível em uma cumbuca com fogo

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM G1
10/07/2026 às 15h15
Mulher morre 25 dias após ser queimada durante cerimônia em terreiro
Mulher morre 25 dias depois de sofrer queimaduras em incêndio em terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução

Uma mulher morreu na manhã desta quinta-feira (9) depois de passar 25 dias internada no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, com 65% do corpo queimado. Caroline Pinto dos Santos foi atingida por chamas durante uma cerimônia religiosa dentro de um terreiro de candomblé em Realengo, no Rio de Janeiro.

Um vídeo mostra que a vítima estava agachada perto de algumas imagens quando um homem se aproxima de uma cumbuca que estava com fogo e adiciona mais combustível.

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 No mesmo instante, o fogo se expande, e as chamas atingem Caroline. A filmagem mostra o desespero dos religiosos, que correm e começam a gritar por água para apagar o fogo.

Caroline deixa três filhas. Uma das filhas dela escreveu nas redes sociais: "mãe, você sempre será minha saudade eterna".

O g1 conversou com a irmã da vítima, que afirma que o zelador do terreiro alegou que não sabia que alguns fiéis usariam combustível durante a cerimônia.

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“Eu quero justiça pela minha irmã. Os culpados sumiram. O zelador do terreiro disse que não sabia de nada. Como que acontece algo e ele não sabe de nada sendo que estava presente?”, questiona a irmã.

Segundo ela, o homem que adicionou o combustível é marido da então responsável religiosa da vítima. Os dois, segundo os familiares, não foram mais localizados.

A mulher, que afirma ser mãe de santo, dentro do candomblé chamada de yalorixá, publicou uma nota de esclarecimento no Instagram e depois desativou as redes sociais.

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No posicionamento, ela ressalta que o babalorixá que comanda o terreiro não teve a ver com o uso de combustível nem era responsável pela vida religiosa de Caroline.

A mulher diz ainda que “o ritual religioso realizado na ocasião possuía caráter estritamente particular, sendo conduzido exclusivamente por mim e por meu esposo”.

Na nota, ela classifica a situação como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível” e que “trata-se de um fato profundamente lamentável, cuja ocorrência não era prevista”.

O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande). O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.