
DA REDAÇÃO/G1 - FOLHA EXTRA
Um menino de apenas três anos de idade morreu na noite desta quarta-feira (08) após ter sido espancado pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em depoimento à Polícia Civil, o pai confessou e afirmou que a motivação para as agressões foi o filho não lhe ter dado “bom dia”.
De acordo com informações do portal G1, Oliver Golden Grayson ficou internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na capital, desde o último domingo (05), quando as agressões aconteceram.
Segundo a Polícia Civil, o pai, Dandre Jermaine Grayson, um missionário norte-americano de 33 anos, alegou que cometeu as agressões porque a criança não lhe deu "bom dia". De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão.
A mãe da vítima estava em outro cômodo da casa e não presenciou o ato. Após as agressões, o homem levou o filho ferido até a mulher, e o casal encaminhou o menino ao Hospital de Viamão.
Ao constatar a gravidade das múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital. Na segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva.
A Polícia Civil sinalizou que deve indiciar o homem por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e contra menor de 14 anos.
Depois de três dias em estado gravíssimo, o menino não resistiu e morreu na noite desta quarta-feira.
A Polícia Civil informou que há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros que indicam que três dos demais filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano ainda é apurada e, até o momento, não há confirmação de que ele tenha sofrido violência.
Por determinação do Conselho Tutelar, os outros quatro filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Além dos maus-tratos contra as crianças, a investigação apura possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do missionário. A polícia solicitou uma medida protetiva para a mulher.
Segundo as autoridades, a família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de seis meses.