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Criança de 4 anos é picada por escorpião em Cambará

Cidade enfrenta surto de escorpiões; dois óbitos já foram registrados este ano e autoridades intensificam ações de prevenção

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM TIMBURI OUVINTES
22/10/2025 às 11h32
Criança de 4 anos é picada por escorpião em Cambará
Este é o terceiro caso envolvendo crianças na cidade em menos de dois meses. Foto: SESA

DA REDAÇÃO/TIMBURI OUVINTES - FOLHA EXTRA

CAMBARÁ - Um novo caso envolvendo picada de escorpião reacendeu o alerta em Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná. Uma criança de apenas 4 anos foi picada nesta terça-feira (21) e precisou ser encaminhada para atendimento especializado em Londrina. Apesar do susto, o estado de saúde da criança é estável, segundo as primeiras informações médicas.

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Este é o terceiro caso envolvendo crianças na cidade em menos de dois meses. Os dois anteriores, infelizmente, terminaram em morte: um menino de 3 anos e outro de 12 anos não resistiram à toxina do animal. Outro caso fatal no Norte Pioneiro foi registrado em Jacarezinho, onde uma menina de 4 anos também morreu após ser picada.

O surto de escorpiões na região tem preocupado autoridades e moradores. Em resposta ao aumento dos casos, equipes da 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, junto com Agentes Comunitários de Saúde de Cambará, intensificaram ações de prevenção nesta segunda e terça-feira (20 e 21). As visitas domiciliares visam orientar a população sobre como evitar a presença de escorpiões, identificar possíveis focos e agir corretamente em caso de acidente.

De janeiro a outubro deste ano, a regional já contabiliza 419 acidentes com escorpião, número superior aos 327 registrados no mesmo período de 2024. Cambará concentra os casos mais graves, sendo palco de dois dos três óbitos registrados em todo o estado em 2025.

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Especialistas alertam para o risco aumentado em ambientes com acúmulo de entulho, folhas secas, pedras e madeira empilhada – locais ideais para a proliferação dos escorpiões. A recomendação é manter quintais limpos, vedar ralos e eliminar esconderijos que possam servir de abrigo aos aracnídeos.

A comunidade segue em alerta, enquanto o poder público reforça a importância da prevenção e da informação como principais ferramentas para conter o avanço dos casos.