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Assembleia Legislativa discute eficácia e obrigatoriedade da vacinação infantil contra a Covid

Encontro demonstrou divergências entre especialistas e parlamentares sobre imunização infantil e políticas públicas de vacinação

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com Assessoria
23/04/2025 às 15h53
Assembleia Legislativa discute eficácia e obrigatoriedade da vacinação infantil contra a Covid
Foto: Divulgação.

A Assembleia Legislativa do Paraná sediou na manhã desta quarta-feira (23) uma reunião entre o Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES-PR), a Comissão de Saúde Pública e o Bloco Parlamentar Temático de Saúde Pública. O encontro teve como pauta central a eficácia e a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19, especialmente em crianças. A reunião foi solicitada pelo CES-PR após manifestações críticas dos deputados Ricardo Arruda (PL) e Marcio Pacheco (PP) sobre o tema em discursos na tribuna da Alep.

Participaram do debate cerca de 20 membros do CES-PR, representando usuários, gestores, trabalhadores e prestadores de serviços de saúde. O presidente do conselho, Fábio Stahlschmidt, entregou uma nota de repúdio contra as falas dos parlamentares, aprovada por unanimidade pelos conselheiros. O documento aponta que os discursos ignoram evidências científicas, comprometem a confiança pública e fomentam a hesitação vacinal, especialmente entre pais e responsáveis por crianças.

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Stahlschmidt alertou para o efeito dominó causado por esse tipo de discurso, que pode gerar desconfiança sobre outras vacinas e comprometer políticas públicas de saúde. Ele destacou dados da Organização Mundial da Saúde que indicam a prevenção de cerca de três milhões de mortes por ano devido à vacinação.

Durante o debate, a deputada Márcia Huçulak (PSD) ressaltou sua experiência como ex-secretária de Saúde de Curitiba e defendeu a eficácia da vacinação, citando a redução das mortes após o início da imunização. Tercilio Turini (MDB) apresentou dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, apontando que 85% dos pediatras recomendam a vacina contra a Covid-19.

Os deputados Ricardo Arruda e Márcio Pacheco reiteraram suas críticas, com foco na obrigatoriedade da vacinação. Arruda questionou a segurança do imunizante, especialmente o produzido com tecnologia de RNA mensageiro. Pacheco afirmou que a imposição legal da vacina contribui para a hesitação vacinal.

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Outros parlamentares alertaram para o risco do ressurgimento de doenças já controladas. O deputado Luís Corti destacou que a vacinação ajudou a conter os altos índices de mortalidade durante a pandemia. Dr. Leônidas e Pedro Paulo Bazana também alertaram para a importância do equilíbrio entre segurança, liberdade individual e saúde pública.