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Brasil tem 839 mortes por gripe em 2018, Paraná está entre os estados com mais casos

Brasil tem 839 mortes por gripe em 2018, Paraná está entre os estados com mais casos

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19/07/2018 às 11h44 Atualizada em 19/07/2018 às 14h44
Brasil tem 839 mortes por gripe em 2018, Paraná está entre os estados com mais casos

O Brasil registrou em 2018 aumento de 194,4% no número de mortes por gripe em relação ao mesmo período de 2017: foram 839 mortes por influenza esse ano, contra 285 mortes no ano anterior. Ambos os períodos consideram dados contabilizados pela Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde até a segunda quinzena de julho.

O número de mortes vai na esteira do aumento do número de casos em 2018. No total, foram 4.680 infecções em todo o país até 16 de julho, contra 1.782 em 2017.

Além dos números, uma diferença entre os dois anos pode ser observada nos tipos e subtipos de vírus que estão sendo a causa das infecções: em 2018, a maioria dos casos (60%) foram provocados pelo subtipo H1N1 do vírus influenza; já em 2017, a maior parte dos casos (73,7%) foi provocada pelo influenza A (H3N2).

O vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus. O influenza também sofre mutações muito frequentemente; por isso, a vacina é atualizada todos os anos com novos vírus.

"A gente tem epidemias de diferentes comportamentos a depender da temporada. Mutações do vírus que ocorrem ao acaso ajudam a explicar essa diferença. O ano de 2017 foi uma temporada tímida, com um vírus menos virulento, menos agressivo", diz Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Além da temporada, o especialista explica que três fatores podem contribuir para um maior número de mortes: uma mutação grande do vírus, a não imunização da população mais vulnerável, e o tratamento tardio, que geralmente começa a ser feito após quatro ou cinco dias de infecção no Brasil. "Após esse período, o tratamento vai ter baixa efetividade", diz Kfouri.

Ele destaca que mais efetividade em campanhas de imunização, com maior rapidez em atingir a meta pode contribuir para diminuir o número de mortes. Em 2016, por exemplo, a meta foi atingida em três semanas, diz ele. Agora, foram necessários mais de três meses para vacinar 90% do público-alvo.

"Infelizmente, a maioria das mortes sempre ocorre em pessoas que são candidatas a vacinas gratuitas, como os idosos. Vacinação e tratamento precoce são duas coisas que precisam melhorar de maneira enfática", diz Kfouri.

Em 2018, o H1N1, além do número de casos, o subtipo foi responsável pela maior parte das mortes (67,5%): com 567 óbitos. A pasta também registrou 335 casos e 46 mortes por influenza B em 2018. Já o influenza A não subtipado, foi responsável por 541 casos e 86 óbitos.

Entre os estados, diz o ministério, o maior número de casos em 2018 ocorreu em São Paulo (1.702), Ceará (376), Paraná (432) e Goiás (378).

 

Fonte: Portal G1

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