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Operação da Polícia Federal mira policiais corruptos no Paraná

Ação envolve cumprimento de mandatos, buscas, apreensões e intimações para grupo de criminosos liderado por policiais

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO por G1 PARANÁ
03/12/2024 às 16h07
Operação da Polícia Federal mira policiais corruptos no Paraná
Imagem ilustrativa. Foto: Divulgação PF

Na manhã desta terça-feira (03), uma grande operação coordenada pela Polícia Federal (PF) e pela Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PFR) do Paraná resultou no cumprimento de 32 mandatos, incluindo buscas, apreensões e intimações. A ação faz parte da investigação de um esquema de corrupção e associação criminosa que envolve agentes da Polícia Federal, agentes privados e empresas no Paraná, além de cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A operação, batizada de Operação Guincho, foi realizada pela Delegacia da Polícia Federal de Guarapuava e tem como alvo a atuação de uma organização criminosa formada por policiais rodoviários e federais e profissionais que adotaram medidas para a obtenção de vantagens financeiras ilícitas.

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De acordo com as investigações, o grupo exigia vantagens financeiras ilegais de forma recorrente, utilizando sua posição de poder para obter os benefícios ilícitos em diversas situações.

"As denúncias revelaram um esquema envolvendo uma associação criminosa formada por agentes públicos e particulares, que exigiam vantagens indevidas de forma recorrente em diversas situações. [...] O esquema de corrupção envolve servidores da PRF e 'guincheiros', para obtenção de vantagens financeiras ilícitas", explica a PF.

Os alvos da operação incluem agentes de cidades do Paraná, como Curitiba, Lapa, São Mateus do Sul e União da Vitória, além de locais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu documentos, dispositivos eletrônicos e outras provas que devem embasar o prosseguimento das investigações.

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Até o momento, um homem de 62 anos de idade foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, mas não se trata de um dos agentes envolvidos no esquema. Outros servidores da PF responderão processos administrativos disciplinares internos, enquanto 14 investigados receberam medidas cautelares, como afastamento das funções públicas e a proibição de acesso a prédios públicos.

A PF informou que os servidores da PRF serão responsabilizados por crimes contra a Administração Pública, enquanto outros oito envolvidos no esquema responderão criminalmente. Quatro empresas também estão sendo investigadas por participação no esquema.

A operação ainda está em andamento, e as investigações seguem para identificar todos os envolvidos no esquema criminoso. Mais atualizações devem ser divulgadas conforme as divulgações da PF e PRF.

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