Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, diz estudo

Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, diz estudo

Por: Da Redação
25/06/2021 às 11h08 Atualizada em 25/06/2021 às 14h08
Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, diz estudo

O Brasil poderia ter evitado até 400 mil mortes por covid-19 se tivesse adotado medidas necessárias para conter o avanço da doença, conforme estudos apresentados ontem, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Os senadores convidaram dois especialistas para comentar os números do novo coronavírus e subsidiar a investigação, que põe o governo do presidente Jair Bolsonaro no foco da apuração.

O epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Hallal, que coordena um centro de estudos do quadro da doença no Brasil, apresentou dados afirmando que quatro de cada cinco mortes pelo novo coronavírus Brasil estão em “excesso”, ou seja, poderiam ter sido evitadas se o País seguisse as políticas adotadas na média em outros países.

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Hallal citou que o Brasil tem 2,7% da população mundial, mas apresenta 12,9% das mortes por covid-19 no mundo. “Ontem, uma de cada três pessoas que morreram por covid no Brasil foi no Brasil”, disse o pesquisador no início do depoimento. “Podíamos ter salvo 400 mil vidas no Brasil apenas se estivéssemos na média mundial.”

Outro estudo apresentado pela diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck - indica que a pandemia de covid-19 provocou 305 mil mortes acima do esperado no Brasil em um ano.