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Estado começa audiências para discutir concessão de rodovias

Estado começa audiências para discutir concessão de rodovias

Por: Da Redação
04/02/2021 às 16h10 Atualizada em 04/02/2021 às 19h10
Estado começa audiências para discutir concessão de rodovias

O Governo do Estado abriu nesta quinta-feira (04) uma série de debates públicos para dar transparência e agregar sugestões que possam aperfeiçoar o modelo de concessão das rodovias do Paraná, que passará a ter 3.327 quilômetros de vias pedagiadas.

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O primeiro encontro ocorreu na Assembleia Legislativa e contou com a presença de boa parte dos 54 deputados estaduais e integrantes do Ministério da Infraestrutura. Os secretários Sandro Alex (Infraestrutura e Logística) e Guto Silva (Casa Civil), além do diretor-geral do Departamento de Estadas de Rodagem (DER-PR), Fernando Furiatti, representaram o Executivo estadual.

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Discussão que seguirá com uma série de audiências públicas nas principais cidades paranaenses. As reuniões começam nesta sexta-feira (05), às 9h30, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic). No sábado (06), o encontro será em Foz do Iguaçu, também às 9h30, na Associação Comercial e Empresarial da cidade.

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Assim que as audiências forem finalizadas e o projeto ajustado, ele passará pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), para então ir a leilão na Bolsa de Valores (B3). O conjunto de rodovias estaduais (35%) e federais (65%) que corta o Paraná, dividido em seis lotes, deve ser leiloado até o fim de 2021, já que os contratos com as atuais concessionárias terminam no dia 27 de novembro.

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“A primeira determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior é pela transparência. É isso que estamos fazendo ao debater a proposta com todo o Paraná. A isso se soma a redução de tarifas e o investimento em obras, que é o que a população paranaense quer e pede. E o debate não poderia começar em outro local que não fosse a Assembleia Legislativa, pela representatividade dos 54 deputados”, afirmou Sandro Alex.

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Secretário Nacional de Transportes Terrestres, órgão vinculado ao Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira apresentou detalhes do projeto aos parlamentares. Destacou que a concessão terá 3.327 quilômetros de extensão – um incremento de 834 quilômetros no atual traçado – e previsão de R$ 42 bilhões em investimentos. O novo projeto prevê mais obras, 1.700 quilômetros de rodovias duplicadas em até sete anos e tarifas de pedágio consideravelmente mais baixas que as atuais.

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“Estamos na fase mais importante da construção do modelo, que é dividir essa responsabilidade com a sociedade do Paraná. População que vai usar e pagar por esse pedágio pelos próximos 30 anos. As reuniões serão presenciais e virtuais. Cada proposta apresentada será respondida. E aquelas contribuições que tragam de fato melhorias à proposta acabarão incorporadas. É mais transparência e responsabilidade de todos os envolvidos”, destacou Costa Vieira.

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VALORES

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De acordo com o projeto elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), agência pública do Brasil também ligada ao Ministério da Infraestrutura, os valores pagos pelos usuários serão de 25% a 67% menores que os praticados atualmente, dependendo da praça. Os descontos podem ser ainda maiores para os usuários mais frequentes e para aqueles que aderirem à cobrança automática – o pagamento eletrônica resultará em um valor 5% menor.

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As novas concessões têm validade de 30 anos. O projeto de concessão é composto pelo chamado modelo híbrido, com menor tarifa de pedágio, seguido de maior valor de outorga. “A outorga não é para fins arrecadatórios, mas funcionará apenas como um critério de desempate. Essa nova modelagem é completamente diferente do que está em vigor e é motivo de reclamação há mais de 20 anos”, disse Natália Marcassa, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura.

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Ela ressaltou que as tarifas levadas a leilão terão um valor justo para remunerar os investimentos. Ainda será permitido um deságio tarifário e, caso haja empate, o critério de desempate será feito via outorga, como forma de garantia de que as empresas participantes terão condições de honrar com o contrato.

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“Teremos muitas novidades, com obras que vão impulsionar o setor produtivo do Paraná. Lembrando que essas obras terão de ser realizadas logo no início dos contratos e que até lá haverá um desconto de 40% no valor cobrado nas praças de pedágio”, afirmou Natália.

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PROJETO

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Os novos traçados estão divididos em seis lotes, mas com desenhos diferentes do atual, já que incluem rodovias que não estavam contempladas até então, como a PR-323, no Noroeste, a PR-280, no Sudoeste, e a PR-092, no Norte Pioneiro.

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O secretário Sandro Alex reforçou que as obras devem ser executadas em sua grande maioria nos sete primeiros anos do contrato. O pacote, lembrou ele, prevê a previsão de duplicação de 1.783 quilômetros (90% até o sétimo ano do acordo), a construção de 10 contornos urbanos, 253 quilômetros de faixa adicional nas rodovias já duplicadas e de 104 quilômetros de terceira faixa para apoio ao trânsito. A proposta contempla ainda sinal de wi-fi em todos os trechos de estradas, câmeras de monitoramento e iluminação em LED.

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“O nosso compromisso é que os paranaenses não vejam repetidos os erros do passado. É o maior modelo da América Latina. O projeto não está acabado, mas sim em construção com a sociedade. De qualquer forma, podemos assegurar que teremos tarifas mais baixas e obras. Obras com datas para começar e terminar”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística.

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“Ganharemos competitividade e teremos mais segurança nas rodovias. É um modelo em discussão que só tende a evoluir com esse apoio da sociedade”, acrescentou o chefe da Casa Civil, Guto Silva.

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PRESENÇAS

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Participaram do encontro o diretor-geral da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, José Brustolin; o diretor de operações do DER-PR, Alexandre Fernandes; o coordenador de concessões e pedágios rodoviários do DER-PR, Guilherme Conte; a assessora técnica da Diretoria-Geral do DER-PR, Rejane Karam; e o diretor de planejamento da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Rafael Benini.

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VIA: AEN.

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