
Um dos principais assuntos debatidos durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores realizada nesta terça-feira (3) foi a votação dos projetos que propõem a redução dos salários de vereadores, prefeito, vice e secretários municipais. Apesar da grande expectativa da população em torno do assunto, as propostas foram rejeitadas pelo placar de seis votos a dois.
Os projetos foram votados em regime de urgência após pedido realizado pelos vereadores Altair Panichi de Siqueira, Roberto Luiz Rodacki, Jorge Sabater, José Donizete e Luiz Alberto Antônio. A justificativa apresentada pelos parlamentares para urgência na tramitação dos projetos de autoria do vereador Paulo Henrique Lima é de que o tema gera desgastes aos Poderes, uma vez que trata da redução de salários de vereadores, secretários e prefeito. Além disso, o texto apresentado no requerimento se refere a bandeira política eleitoreira e oportunismo político por parte de pré-candidatos em pleno ano eleitoral.
Já o autor da proposta, subiu à tribuna e se referiu ao regime de urgência como “manobra para votarmos hoje e não ter pressão popular sobre o projeto”. Já o presidente da casa, Josemar Furini, ressaltou que a atual remuneração foi alterada pela última vez no ano de 2012 e, desde então, segue sendo corrigida de acordo com a inflação.
Josemar Furini, ressaltou que a atual remuneração foi alterada pela última vez no ano de 2012 e, desde então, segue sendo corrigida de acordo com a inflação
Votaram contra a proposta de redução de salários os vereadores Altair Panichi de Siqueira, Dilciney Batista do Amaral, Jorge Sabater, José Donizete da Costa, Luiz Alberto Antônio e Roberto Luiz Rodacki. Já os vereadores Paulo Henrique Lima e Margareth Ferreira Rocha votaram a favor da proposta. Com isso, e devido ao regime de urgência, a proposta não deve mais ser debatida ou ter 2ª votação.
PROJETO
De acordo com a proposta, o salário de prefeito seria reduzido de R$ 22 mil para R$ 15 mil, o de vice-prefeito de R$ 7.138 para R$ 2.045 e dos dez secretários municipais de R$ 6,8 mil para R$ 5 mil. Já o salário do presidente da câmara cairia de R$ 7,6 mil para R$ 2.045, do primeiro secretário de R$ 7,5 mil para R$ 1.545 e dos vereadores de R$ 6,6 mil para R$ 1045, valor atual de um salário mínimo.