

Distrito de São Roque do Pinhal, em Joaquim Távora, é a terra natal do ex-governador José Richa e dá aos seus moradores uma vida pacata mesmo às margens de uma rodovia com razoável movimento.
O berço de José Richa
Você pode não saber, mas parte da história política do Paraná passa por São Roque do Pinhal, um pequeno distrito entre Joaquim Távora e Carlópolis. Ali nasceu José Richa, ex-governador e pai do atual governador Beto Richa – e é por onde começa a série “Interior do Norte Pioneiro”.
No entanto, atualmente a presença da família Richa no local se limita às histórias dos moradores mais antigos e algumas esporádicas visitas realizadas.
Quem passa pelo lugar constantemente, situado às duas margens da PR-218, pode notar a existência de dois estabelecimentos opostos em abundância: bares e igrejas.
A realidade do lugar também escancara outro contraste, que é o movimento relativamente grande da rodovia, principalmente se comparado ao movimento restrito do lugar, com a rotina pacata do distrito.
De acordo com os próprios moradores, os pouco mais de mil habitantes de São Roque do Pinhal convivem com os problemas básicos de praticamente todos os lugares longe dos centros: falta de emprego e problemas com a Saúde Pública.
Por outro lado, esse tipo de lugarejo inspira uma tranquilidade rara – mesmo com o movimento da rodovia praticamente na calçada dos moradores. Uma arrumada praça de frente com a igreja matriz, tendo uma Academia da Terceira Idade, sem ter uma única alma viva mesmo durante uma manhã ensolarada dá o tom de calmaria.
De frente, o posto de saúde também não tem movimento, mas aí, de acordo com os moradores, é em virtude do mau atendimento oferecido ali.
Sebastião Leite Neto, 53 anos, tem uma pequena “venda” (dessas com ar de antigamente, e que posteriormente a equipe de reportagem encontrou pelo menos uma em praticamente todos os locais visitados) em São Roque do Pinhal há alguns anos, e ali vende de tudo um pouco.
“Aqui é muito bom de se viver, o pessoal é gente boa, a questão que pega é a falta de emprego e saúde, mas o movimento aqui da venda é daquele jeito, vamos levando a vida, não dá pra reclamar não”, afirma o comerciante, que ainda cita um alto índice de acidentes acontecidos há poucos metros do seu estabelecimento. “Aqui de frente é a última lombada, depois tem uma descida e logo ali na curva já morreu muita gente, precisava de mais uma lombada na rodovia”, sugere.
Em mais uma volta pelo distrito a equipe de reportagem acha o local onde José Richa nasceu, porém uma casa nova de alvenaria já substituiu a antiga casa onde o ex-governador morou e os atuais moradores sequer conhecem os moradores de décadas e décadas passadas.
Saindo do distrito, chega-se a conclusão que as lombadas, além de dar segurança aos moradores, são fortes aliadas, já que sem elas o distrito talvez ficasse imperceptível para alguns motoristas que passariam em alta velocidade e provavelmente não prestariam maior atenção no pequeno aglomerado de casas e comércios existentes ali.
Por LUCAS ALEIXO